A Unimed/Franca, plano de saúde com mais de 70 mil vidas seguradas na cidade e na região, escolherá sua nova diretoria em uma eleição que acontece nesta quarta-feira, dia 24. Na disputa, estão duas chapas. Uma liderada pelo médico Marco Aurélio Dainezi, que faz parte da atual diretoria e comanda o Hospital São Joaquim Unimed há seis anos, e a outra liderada pelo cardiologista Nilson Ricardo Salomão, que é apoiado pelo atual vice-presidente da cooperativa, Elson Rodrigues. Foi duas vezes diretor-financeiro e foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento da medicina preventiva dentro da Unimed Franca.
A eleição acontece nesta quarta-feira, das 8 às 19h30. Têm direito a voto os 344 médicos cooperados.
A poucos dias da votação, os dois candidatos estão com as agendas lotadas. A ideia é visitar o maior número de consultórios médicos para expor as metas que cada um deseja para o destino da Unimed nos próximos quatro anos. Na tarde de sexta-feira, tanto Dainezi quanto Nilson estavam em plena campanha. Nilson até tirou férias para ter tempo de se dedicar à eleição.
A chapa encabeçada por Dainezi é apoiada pela maioria dos membros da atual diretoria. O grupo organizou uma cartilha com 20 páginas em que é detalhado o plano de gestão da cooperativa até 2019. “Fizemos questão de distribuir esse material, que na verdade é o nosso compromisso, para que todos os cooperados saibam o que pretendemos fazer”, disse Dainezi.
Uma das palavras mais repetidas é “economia”, logo seguida por “eficiência”. Entre as principais metas está a instalação de um novo modelo de atendimento que traga maior conforto para os usuários e melhore a remuneração paga aos médicos. “Já temos os detalhes e sabemos que sempre é possível evoluir”, disse.
Além disso, Dainezi quer diminuir os custos da Unimed. Um dos setores em que ele acredita ser possível economizar é o administrativo. “Atualmente os custos com a parte administrativa variam entre 14% e 15%. Minha meta, se for eleito, é diminuir para algo em torno de 12%. Pode parecer pouco, mas, em quatro anos, significará uma economia de R$ 3 milhões”.
Dainezi também quer modernizar o atendimento e agregar valor aos serviços médicos da Unimed. “Quero diminuir os serviços que compramos fora de Franca. Para isso, temos que trazer equipamentos e tecnologia. Estamos agora inaugurando as cirurgias cardíacas. Quero também que sejamos capazes de realizar alguns tipos de transplantes”. Ele cita um exemplo do que essa modernização pode significar em economia a longo prazo. “Recentemente tivemos o caso de uma paciente que teve de fazer um transplante de medula óssea. O tratamento foi feito fora de Franca e custou mais de R$ 500 mil. Se tivéssemos a condição de oferecer o serviço aqui, com certeza, esse gasto seria menor”.
Na oposição, Nilson Salomão defende a renovação e mudanças. “Quando um mesmo grupo passa muito tempo no comando, ele perde a criatividade, deixa de enxergar onde é preciso mudar e evoluir. A renovação é sempre bem-vinda”.
Entre as propostas de Nilson, está uma mudança no atendimento prestado aos usuários. “Uma das nossas metas é tornar esse atendimento mais humanizado e de excelência. Temos que oferecer o melhor serviço aos usuários que são quem, na verdade, mantêm a Unimed funcionando”. Dentro deste quesito, Nilson quer melhorar o atendimento na medicina preventiva, a assistência dada aos pacientes com doenças crônicas e também otimizar o planejamento para tratar essas doenças.
Ele defende que a cooperativa seja auto-sustentável. “Precisamos investir cada vez mais para que a gente consiga oferecer os melhores serviços com os melhores custos sem depender de outras empresas.”
Como Dainezi, Nilson também quer diminuir os custos administrativos da cooperativa, que atualmente chegam, segundo ele, à casa dos R$ 28 milhões por ano. “Se vencermos, uma das medidas é fazer uma revisão de todo o planejamento já traçado para a cooperativa e estudar medidas para economizar. Acredito que é possível diminuir esse custo administrativo sem fazer demissões, apenas adotando outros procedimentos e fazendo contenção de gastos”.
Com os recursos advindos da economia de custos, o cardiologista quer melhorar a remuneração paga aos médicos cooperados. “Com uma gestão mais eficiente, conseguiremos melhorar o valor que hoje é repassado aos profissionais médicos.”
Cada uma das duas chapas têm ainda 18 integrantes: seis fazem parte do Conselho de Administração, outros seis integram o Conselho Técnico e seis vão disputar o Conselho Fiscal.
A apuração dos votos começará logo depois do encerramento da votação, às 19h30. A expectativa é que o nome da chapa vencedora seja divulgado ainda na quarta-feira.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.