Morreu ontem, sexta-feira, no Hospital do Coração da Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Elisa de Oliveira Santos, aos 78 anos. Cardíaca, vinha sendo acompanhada por médicos em exames periódicos. No dia 9, em exames de rotina, teve constatado agravamento do seu quadro de saúde, e a recomendação de internação, para facilitar os cuidados necessários. Esta semana, foi diagnosticada com pneumonia, reduzindo sua capacidade respiratória. Ontem, registrou-se parada cardiorrespiratória sem reversão, e a morte.
Estava viúva de Jordeu Lopes da Silva desde 2003. Teve, com ele, 33 anos de casamento. Do enlace, quatro filhos (Hudson, casado com Janete, ele, diretor da indústria de calçados HL de Oliveira; Elizabeth, proprietária de banca de pesponto; Wellington, casado com Mariana, ele, policial em Votuporanga, SP; e Gilson, também proprietário de banca de pesponto, casado com Élica), e nove netos (Danilo, Natália, Taís, Gabriele, Bianca, Júlia, Felipe, Carol e Davi).
Elisa era natural de Chalé (MG), e Jordeu, natural de Nanuque (MG). Ele atuava como vendedor de livros quando conheceu Elisa, na terra natal dela. Se conheceram, noivaram e se casaram. Ele conseguiu, na mesma ocasião, a representação de livros cristãos da Casa Publicadora Brasileira e pode focar suas vendas nos que professavam sua mesma fé. Nesta ocasião, a cidade de Brasília completava oito anos de fundação, e chamava interessados a seguiram para lá em busca de oportunidades de trabalho. Elisa e Jordeu aceitaram o desafio. Viveram na capital federal por quinze anos e lá nasceram todos os filhos.
O casal, preocupado em dar às crianças um local mais tranquilo para que construíssem suas vidas pessoais e profissionais, decidiu-se por nova mudança. Escolheram Franca, de olho nas conhecidas fábricas de calçados da cidade.
Mudaram-se em 1983. Elisa, excelente costureira de peças finas de vestuário, formou rápida clientela. Jordeu tornou-se vendedor de calçados e passou a atender, com sua marcas representadas, Minas Gerais, Goiás, e vários Estados do Norte do país. Os filhos constituíram famílias e, como sonhavam os pais, abriram seus próprios negócios.
Netos chegando, Elisa e Jordeu foram morar com a filha Elizabeth, que, divorciada, precisava dedicar-se totalmente ao gerenciamento de sua banca de pesponto. “Mamãe foi determinante nesta decisão de morar com minha irmã. Passou a cuidar dos seus netos e possibilitou à filha consolidar sua empresa própria. Como se diz popularmente, a avó foi, então, mãe de novo. Sua morte vem sendo muito sentida por minhas sobrinhas”, disse o filho Hudson.
“O principal legado que mamãe nos deixa, é a educação cristã na qual nos criou e que nos tornou pessoas dignas como ela queria que fossemos. Nos deu incontáveis exemplos de virtudes, nos ensinou o valor do trabalho e, abnegada, também se dedicou a tantos quantos com ela conviveram. Foi muito amada. A notícia de sua morte atraiu parentes nossos de Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e dezenas de nossos irmãos da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que frequentamos. Ficamos sem a docilidade de mamãe, mas o amor que irradiou toda a sua vida, será impossível esquecer”, disse Hudson.
O velório está acontecendo no São Vicente de Paulo, sala 7. Às 21 horas, integrantes da igreja que frequentava realizarão culto por intenção de sua alma. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, acontece neste sábado, 9 horas, no Cemitério Santo Agostinho.
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