Levantamento realizado pelo Corpo de Bombeiros constatou que 18 pessoas morreram afogadas em cidades próximas a Franca no período de 1º de janeiro de 2015 a 20 de janeiro de 2016. Foram contabilizadas ocorrências registradas em cidades como Miguelópolis, Igarapava, Patrocínio Paulista, Nuporanga, Ibiraci, Claraval, Cássia e Delfinópolis. Em Franca, foram dois casos. O estudo mostrou um dado relevante: em todos os lugares em que as mortes aconteceram, não havia salva-vidas. Onde os socorristas ficam de plantão, como Rifaina, não ocorrem mortes há quatro anos.
As informações foram reveladas em janeiro deste ano durante solenidade em que o Corpo de Bombeiros entregou materiais de salvamento aquático aos GVT (Guarda Vidas Temporários) que fazem a segurança da praia artificial de Rifaina. Eles receberam uniformes, life belts, nadadeiras, apitos e protetores solares. Atualmente, toda a extensão da orla da praia é vigiada pelos Guarda Vidas. São dez homens que ficam de prontidão todos os sábados, domingos e feriados na cidade. Para realizarem os trabalhos de resgate nas águas, eles foram treinados pelos Bombeiros e recebem orientações constantes.
Desde que o serviço de prevenção começou a ser realizado na cidade, em 2012, nenhuma morte por afogamento foi registrada na área supervisionada por eles. Em 2015, os socorristas conseguiram salvar duas pessoas que estavam se afogando.
Três pessoas morreram afogadas no município de Rifaina no ano passado, mas em locais sem segurança, como em ranchos e proximidades da ponte na divisa com Minas Gerais. “Os afogamentos que tivemos aconteceram em áreas de risco, que não recomendamos que as pessoas nadem. Normalmente, são vítimas que ingerem bebidas alcoólicas e se aventuram em locais muito perigosos. Na maioria das vezes, isto é o que provoca os acidentes fatais”, disse o capitão Marcelino Patrício dos Santos, comandante do Bombeiros na região de Franca.
Parceria
No início da parceria entre os Bombeiros e a Prefeitura de Rifaina, o monitoramento da praia era feito por apenas dois GVTs. O número foi aumentando gradativamente e, hoje, são dez homens que se revezam em equipes de cinco socorristas para orientar os banhistas e prevenir afogamentos na orla da praia artificial. “Rifaina é um exemplo que temos no Estado para que vidas não sejam levadas a afogamentos. É a única cidade do Estado, com a exceção do litoral, que começou e que continua com este trabalho preventivo”, afirmou o tenente Marcel Fillipin, comandante do posto dos Bombeiros em Franca.
A Prefeitura também reconhece a importância da medida. “A Operação Verão tem feito com que o índice de afogamentos fatais seja de zero por cento nas últimas temporadas. Vamos continuar trabalhando para manter a meta de morte zero na orla da praia”, comentou o vice-prefeito Alcides Diniz.
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