O Papa Francisco sugeriu o uso de contraceptivos como "um mal menor" diante dos riscos do zika vírus para as grávidas. O sumo pontífice falava a 76 representantes de meios de comunicação internacionais durante um voo do México a Roma, quando fez a declaração. "O aborto não é um mal menor: é um crime. É eliminar um para salvar o outro. É o que faz a máfia", disse o Papa, reafirmando que a Igreja Católica é contrária ao aborto, mesmo em casos de microcefalia.
"Paulo VI em uma situação difícil na África (a guerra no Congo belga) permitiu que as freiras usassem anticoncepcionais para casos nos quais foram violentadas", lembrou o pontífice. "O aborto não é um problema teológico: é um problema humano, é um problema médico. Se assassina uma pessoa para salvar outra no melhor dos casos.
Vai contra o juramento hipocrático que os médicos devem fazer", continuou o Papa, alegando que "evitar a gravidez não é um mal absoluto", citando como exemplo de situação semelhante, à da guerra no Congo belga. De acordo com o site G1, o pontífice pediu ainda que os médicos "façam de tudo para encontrar as vacinas contra estes mosquitos que transmitem esta doença".
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