Ana Beatriz Tótoli Soares é uma jovem francana de 18 anos que viu sua rotina mudar completamente este ano após ser aprovada, para o curso de medicina, em 9 das 12 universidades para as quais se candidatou. O nome de Ana figura entre os selecionados da Unifenas, Unaerp, Fameca, Famema, UFTM, Unesp, USP, Barão de Mauá e Uni-Facef, estando em primeiro lugar nas duas últimas.
Das opções citadas, a mais aguardada aprovação era a da USP. “Era a minha primeira opção”, disse Ana Beatriz. “Fiquei sabendo que havia passado, porque o pai de um amigo meu viu meu nome na lista e me ligou, dando os parabéns. Pensei: meu Deus! Não é meu aniversário, então, eu só posso ter passado - e ele confirmou. Fiquei paralisada. Demorei uma hora até ter coragem para conferir”, contou.
Dias após a notícia, Ana Beatriz fez sua mudança para uma república em Ribeirão Preto, no último domingo, e já frequenta a universidade. De acordo com ela, as novidades são muitas e, só agora, estando lá, é que “a ficha está caindo”. “É o resultado de que tudo valeu a pena. Só não gostaria que esse resultado fosse supervalorizado, como meritocracia. Se eu consegui, é porque meus pais sempre puderam me oferecer boas escolas e me deixaram somente por conta dos estudos”, afirmou.
Rotina de estudos e a medicina
No último ano do ensino médio, aos 16 anos, Ana Beatriz iniciou sua preparação para os vestibulares. Adicionou à sua grade de estudos regular, atividades extras como cursos preparatórios e de redação. “No primeiro ano de cursinho, quando ainda estava no 3º colegial, comecei muito animada e vi que exagerei: fazia cursinho das 7 às 16 horas, chegava em casa, comia, tomava banho e voltava a estudar das 17 às 22 horas. Terminei o ano muito cansada”, disse. “No ano passado, peguei mais leve.”
Já o interesse por medicina, ela conta, não veio de muito tempo. Na verdade, assim que terminou o ensino médio, sua intenção era seguir carreira em direito. “Mas fiz uma visita à USP, em que apresentaram o curso de medicina, e fiquei encantada. Adorei saber sobre o programa Médicos Sem Fronteiras e é o que eu quero fazer. Me dizem que isso é muito idealismo e que, provavelmente, eu mude de ideia até o fim do curso. Não sei, tem muito tempo até lá, mas me encanta essa ideia de chegar em um lugar sem recursos e poder fazer algo a respeito.”
Ana concluiu o ensino fundamental no Pestalozzi; o ensino médio e o primeiro ano de cursinho no Novo Colégio; o segundo ano de cursinho no SEB-COC Ribeirão e fez aulas no curso 100% Redação.
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