Sindifranca vai a Brasília lutar contra a invasão de calçados chineses


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Comitiva com 8 representantes de polos calçadistas espalhados pelo Brasil com o ministro Armando Monteiro, do Comércio Exterior
Comitiva com 8 representantes de polos calçadistas espalhados pelo Brasil com o ministro Armando Monteiro, do Comércio Exterior
A sobretaxa de US$ 13,85 imposta pelo governo brasileiro a todo calçado chinês que entra no mercado nacional pode terminar no próximo dia 5 de março, quando vence a portaria que instituiu a medida em 2010. Um pedido de renovação por mais cinco anos já foi apresentado ao governo federal pela Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), mas ainda não houve resposta. Para pressionar o governo a manter a sobretaxa, uma comitiva com oito representantes de polos calçadistas espalhados pelo Brasil está na capital federal. 
 
O presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, chegou ontem em Brasília para se juntar ao grupo que deve percorrer gabinetes e participar de encontros com autoridades e políticos até o fim da tarde desta quarta-feira. 
 
Ontem, eles tiveram o primeiro compromisso oficial, uma reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro. “Foi um encontro muito proveitoso. Pudemos apresentar a ele todos os documentos que comprovam o quanto essa medida protetiva é importante para a sobrevivência da indústria calçadista, não só de Franca, mas de todo o Brasil”, disse Brigagão. 
 
Segundo dados apresentados pela Abicalçados, em 2009, último ano sem a sobretaxa, as importações de calçados chineses para o Brasil somaram US$ 218,7 milhões. Já com a vigência da medida, nos anos seguintes, elas não ultrapassaram os US$ 55 milhões, uma queda significativa. “O ministro se mostrou muito solidário às nossas demandas. Somos uma indústria que emprega, estamos entre os que mais geram vagas no Brasil, apesar da crise. Se formos prejudicados, os efeitos não se limitarão a nós, empresários.”
 
Para esta quarta-feira, os compromissos começam logo cedo. Às 10h30, o grupo tem reunião marcada com Carlos Márcio Cozendey, subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros e também integrante da Camex (Câmara de Comércio Exterior) do Ministério das Relações Exteriores. “Nossa ideia é tentar falar com todos os sete integrantes da Câmara, que votará nosso pedido de revisão”, disse Brigagão. 
 
Cabe à Camex analisar o pedido de renovação até o próximo dia 5, quando será definida a abertura ou não de um novo estudo para a manutenção da sobretaxa. 
 

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