Faculdades incentivam trote solidário e punem violência


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Veteranos e calouros da Faculdade de Direito de Franca, durante trote solidário em 2015, com alimento arrecadado
Veteranos e calouros da Faculdade de Direito de Franca, durante trote solidário em 2015, com alimento arrecadado
Como forma de evitar ações violentas e apoiar práticas de cidadania, as universidades têm incentivado os trotes solidários entre calouros e veteranos. Em todas as universidades de Franca, o trote tradicional que, muitas vezes, envolvem ações de violência e humilhação é proibido e passível de punições severas.
 
No Centro Universitário Uni-Facef, o trote solidário é realizado há mais de 20 anos, com gincanas que buscam despertar o espírito de ajuda ao próximo. “O trote solidário se tornou uma cultura da instituição. Fazemos uma gincana de acolhimento aos calouros, que envolve doações de sangue, alimentos e suplementos para instituições de caridades e hospitais”, disse a pró-reitora de extensão, Melissa Bandos.
 
No ano passado, os alunos fizeram apresentações artísticas sobre a cultura de diversas regiões do Brasil e, para esta edição, a temática serão as Olimpíadas. A iniciativa deve acontecer entre os dias 24 de fevereiro e 8 de abril, sendo encerrada com uma festa. 
 
No ano passado, foram arrecadadas 10,5 toneladas de alimentos, 420 latas de suplemento para o Hospital do Câncer de Franca e 259 bolsas de sangue. As punições em caso de trote vão de advertências até expulsão.
 
Na Faculdade de Direito de Franca, o trote é totalmente proibido pela instituição, que apoia apenas práticas solidárias como as realizadas pelo Diretório Acadêmico. “Pedimos para que os calouros levassem alimentos e fraldas geriátricas no primeiro dia de aula. As doações serão encaminhadas para o Lar de Ofélia”, disse o representante legal do Diretório, Rafael de Barros Pustrelo.
 
Segundo Pustrelo, a Diretoria Administrativa está disposta a abrir processo de expulsão para os alunos que praticarem trote violento.
 
Na Unesp, a prática também é vetada, podendo acarretar essas mesmas consequências. Segundo a vice-diretora da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais de Franca, Márcia Pereira da Silva, a unidade já lidou com casos de trotes violentos que resultaram em processos na Justiça contra os agressores. “Infelizmente, o trote ainda faz parte da cultura das universidades, mas em Franca o problema é minimizado por não haver muitos cursos concentrados”, afirmou.
 
A Unifran, por meio da assessoria de imprensa, também informou que não permite trotes dentro da universidade.
 
 

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