Ultrapassagem proibida causa 2 mortes na Cândido Portinari


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Amigos, familiares e autoridades se despediram no final da tarde de ontem do jornalista Herick Rodrigues, morto no acidente
Amigos, familiares e autoridades se despediram no final da tarde de ontem do jornalista Herick Rodrigues, morto no acidente
Um acidente com desfecho trágico matou duas pessoas no final da noite da última segunda-feira na rodovia Cândido Portinari, perto de Pedregulho. O jornalista Herick Rodrigues Malta Ribeiro, de 27 anos, morreu depois de seu GM Corsa ser atingido por um Ford Fiesta. O veículo era conduzido por Elvis Augusto da Silva, de 31 anos, que ultrapassou em local proibido. Ele também não resistiu aos graves ferimentos e morreu no local.
 
Segundo a Polícia Rodoviária, que estava em patrulhamento pelas imediações do trecho do acidente, a colisão frontal entre os dois veículos aconteceu após Elvis, que fazia o sentido de Pedregulho a Cristais Paulista, iniciar uma tentativa de ultrapassagem a um caminhão conduzido por um motorista de 38 anos. No lado oposto da rodovia, estava Herick, que seguia para Pedregulho, onde morava. 
 
Por não conseguir desviar, Elvis atingiu o carro do jornalista. Com o impacto, os veículos tiveram grandes danos e os dois rapazes morreram no momento da batida. O motorista do caminhão não se envolveu na colisão enem sofreu ferimentos.
 
Assim como as polícias Rodoviária e Civil, peritos do IC (Instituto de Criminalística) estiveram no trecho onde ocorreu a fatalidade e fizeram os procedimentos de praxe para que um laudo com as razões e forma do acidente sejam elaborados. Os corpos das vítimas foram encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal) de Franca, necropsiados e, posteriormente, liberados para as famílias.
 
Herick Rodrigues foi velado e sepultado ontem em Pedregulho (veja mais em texto ao lado) às 18 horas. Já Elvis Augusto da Silva, que trabalhava e morava em uma granja em Pedregulho, foi enterrado às 16 horas, no Cemitério Santo Agostinho. Sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação) foi apreendida pela Polícia Civil. Há suspeita de falsificação.

Morte precoce

Em entrevista ao programa Hora da Verdade, da rádio Difusora, Hélio Rodrigues falou do acidente com o filho. Ele estava em sua casa na noite de segunda, em Pedregulho, quando recebeu uma ligação de sua nora, Tamires Maria Bernardes. Ela se dizia preocupada com a demora do marido, que havia participado de uma reunião de trabalho em Franca e, depois, seguido para Claraval (MG), onde prestava assessoria para a Câmara de vereadores.
 
Imaginando que o carro do filho poderia ter apresentado algum problema mecânico, Hélio dirigiu pela rodovia Cândido Portinari em busca de Herick. Ao chegar no quilômetro 429, se deparou com viaturas da polícia e dois carros destruídos. “Foi então que tive, como pai, uma das piores experiências, que foi ver o filho já morto, dentro do carro, ali, preso às ferragens”.

Herick morreu em uma curva, logo após a entrada para Estreito. Haviam apenas 9 quilômetros para chegar em casa. 
 
O jornalista havia se casado há quatro meses. Deixou o filho Vinícius de quatro anos, de um relacionamento anterior. “É a sementinha que ele deixou para a gente cuidar com muito carinho e preservar. É um menino fantástico, puxou muito ao Herick em termos de ternura”, disse Hélio, emocionado.
 
Colaborou Edson Arantes
 

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