Morreu o francano Martinho Garcia, um dos modernizadores da indústria calçadista de Nova Serrana (MG)


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“Apoiado em seus conhecimentos, Nova Serrana ampliou o passo para se tornar um dos respeitados pólos calçadistas brasileiros”

Morreu às 2 horas do dia 10 de fevereiro, em Nova Serrana (MG), o francano Martinho Martins Garcia, aos 84 anos. Estava em sua casa, junto à família. “O atestado de óbito registrou debilidade física acentuada causada pela idade. Papai já não se alimentava e, de quando e quando, tinha que ser levado ao hospital para ser alimentado por sonda. Recolheu-se à cama e não conseguiu mais reavivar-se”, disse o filho Martinho.
 
Era filho de Flontino Veiga Martins e Francisca Garcia Bonilha, ambos falecidos, ele, carpinteiro natural de Santa Rita de Cássia (MG) e ela, do lar. Estava viúvo de Eunice Carvalho. Teve dois irmãos (Aparecida, casada com Romeu Honório da Silveira, falecidos, pais de Luiz Antônio da Silveira, cirurgião dentista; Luiz Flontino, advogado; Luiz Gonzaga, médico em Uberaba, MG; e Maria Thereza, chefe da área de Acidentes do Trabalho do INSS de Franca até a aposentadoria).
De seu enlace, quatro filhos (Marco Antônio, casado com Jane, ela, gerente da Caixa em Nova Serrana-MG; Martinho Filho, diretor de Calçados Pegasus na cidade mineira; casado com Sandra, sócia dele; Márcia Cristina, casada com Celso Pires, diretores da fábrica de calçados Menezes, também em Nova Serrana; Márcio, casado com Kátia, ele funcionário da Prefeitura da cidade mineira e ela, funcionária da fábrica do irmão Martinho Filho). Dos enlaces dos filhos nasceram oito netos, Lisandra, Marco, Roberta, Juliana, Letícia, Vívia, Celso e Isabela.
 
Desde cedo, Martinho Garcia demonstrou dons à produção calçadista, especialmente para a modelagem. Trabalhou em oficinas e em várias indústrias e dominou todas as etapas da produção. Tornou-se gerente de produção.
 
Segundo Martinho Filho, o pai recebeu convite no final da década dos anos 70, que não pode recusar. “Indicado pelo cunhado Delmo Poppi, de Máquinas Poppi, conheceu o industrial de Nova Serrana, Thomaz de Aquino Freitas, dono da indústria Saturno na cidade mineira, que veio a Franca para encontrar alguém com expertise necessária à produção de calçados de qualidade. Produzia botinões, na época. Meu pai topou a parada, pegou filhos e a mulher e lá fomos nós para Nova Serrana”, disse ele.
 
De lá para cá, Martinho Garcia se tornou consultor de produção e gerenciamento. “Permanecia alguns anos em uma indústria e, novo convite, ia participar da história de outra marca. Foi, sem qualquer dúvida, um dos pioneiros da modernização de várias empresas de Nova Serrana. Seus conhecimentos e trabalho deram à cidade a condição de se tornar um dos mais respeitados pólos calçadistas nacionais”, disse Martinho Filho.
 
“Em 1986, família já enraizada em Nova Serrana, papai convidou a mim e a meu irmão, Marco Antônio, para abrirmos nossa própria indústria. Escolhemos a área de tênis. A cidade é, hoje, a capital nacional dos tênis de alta performance, e os conhecimentos de papai também tiveram a ver com isso. Nossa indústria, a Pegasus, continua ‘tocada’ por mim e minha mulher. Papai, há alguns anos, aposentou-se lá”, concluiu o filho.
 
O corpo foi trasladado para Franca para velório no São Vicente de Paula, sala 8. O sepultamento aconteceu no dia 11, em túmulo da família, no Cemitério da Saudade, com serviços da Funerária Nova Franca.
 
Martinho Garcia foi sepultado dia 11, no Cemitério da Saudade

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