Humanidade suicida


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Há algo errado com a humanidade e que a faz suicida. O humano comporta-se como se uma divindade fosse intervir para salvar. 
 
Em aldeias indianas convive-se com najas. Populações são vizinhas de vulcões, como o Vesúvio. No Império Romano, mesmo sabendo do mal que o chumbo causava a mineradores e fundidores, insistiram em fabricar canos para transportar água. Foi devido à medição da proporção entre urânio e chumbo que se tornou possível calcular a idade da Terra. O cientista Harrison Brown, da Universidade de Chicago, descobriu isso em 1947 e escolheu Clair Patterson, aluno brilhante, para fazer a pesquisa. Patterson fez mais: salvou a humanidade! 
 
A pesquisa consistia em descobrir como medir a quantidade de chumbo dentro de cristais de zircão — uma vez formado o cristal, nenhum urânio poderia entrar ou sair, apenas decair em chumbo. 
 
A medição do urânio no mesmo cristal é de George Tilton — sempre 3,2 partes por milhão. Patterson não conseguia resultado coerente. Intuiu que o laboratório estava contaminado. Trabalhou fortemente para limpar o laboratório. 
 
Quando Harrison Brown foi para o Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, chamou Patterson. Eliminando contaminação de chumbo por seis anos, a construir a primeira sala ultralimpa do mundo. Finalmente pode calcular a idade da Terra: 4,5 bilhões de anos de idade. 
 
O chumbo é venenoso porque imita metais como o zinco e o ferro, necessários às células humanas . Também bloqueia neurotransmissores e interfere em receptores vitais para a memória e aprendizagem. É especialmente prejudicial a crianças. 
 
Patterson, com apoio do governo americano, do exército, da marinha, da Comissão de Energia Atômica, do Serviço Público de Saúde e da Fundação da Ciência Nacional, vinte anos depois, conseguiu banir a tetraetila de chumbo da gasolina. Salvou toda a humanidade.
 
 
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista Sênior do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) 

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