Homicídios e agressões assombram a região do Leporace e furtos dominam o Aeroporto


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Franca registrou, no ano passado, 10.234 ocorrências policiais, somados apenas os principais crimes, exceto os que envolvem drogas. A grande maioria desses registros são furtos e acidentes de trânsito. A média é de 28 ocorrências por dia. Os dados fazem parte da estatística da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e mostram como os crimes estão espalhados por Franca. 
 
Nas cinco regiões da cidade, a média de ocorrências é bastante parecida, com destaque para as regiões do 2º DP (que vai do Jd. Guanabara até o Distrito Industrial e adjacências), com 2.245 registros e com a maior área de abrangência, e do 5º DP (Leporace e adjacências), com a maior concentração populacional.
 
Mas quando o assunto são crimes de maior potencial ofensivo, como as ocorrências contra pessoas e contra o patrimônio, o levantamento mostra que eles se concentram em dois extremos da cidade. A região do Leporace (5º Distrito Policial) é a que concentra o maior número de homicídios e agressões. No ano passado, foram 7 assassinatos, 4 latrocínios e 304 casos de agressão. 
 
Para o delegado Daniel Radaeli, que comanda o Centro de Inteligência da Polícia Civil em Franca, a explicação está no fato de a região ser a que apresenta o maior número de pessoas. “Esta é uma região de periferia, que apresenta uma grande concentração de pessoas. É natural que a maior parte das ocorrências envolvendo violência física seja registrada ali.”
 
O presidente do Conseg (Conselho de Segurança) da Região Norte, que abrange a área do 5º Distrito Policial, Antônio Carlos Lima, atribui o grande número de ocorrência de agressões físicas e de assassinatos ao fato de a região ser mais pobre e ainda sofrer com o tráfico de drogas. “Infelizmente, esses tipos de crimes vem crescendo mesmo. A gente já tinha identificado isso e estamos planejando uma campanha em parceria com as Polícias Civil e Militar”, disse ele. 
 
Nos casos que envolvem crimes contra o patrimônio, como furtos e roubos, há uma divisão. A região com maior número de ocorrências de furto é a do 4º DP, que abrange o Aeroporto, Parque Universitário e Parque Progresso. “Os furtos ocorrem com mais frequência nesta região, principalmente por conta do grande número de repúblicas estudantis. Os estudantes costumam viajar para suas cidades natais nos finais de semana, feriados e períodos de férias. É comum que os bandidos se aproveitem dessas ocasiões para agir”, disse Radaeli.
 
Motivos
Para o presidente do Centro Comunitário do Jardim Aeroporto II, Wilson da Silva, o que falta no bairro é policiamento e investimentos em segurança. “O número de furtos é tão alto que nem mesmo a sede do nosso centro escapou. Na última terça-feira de Carnaval, os bandidos levaram toda a nossa fiação elétrica. A nós, da população, só resta reclamar”. Ele disse que deve procurar o delegado da área e o comando da Polícia Militar para pedir providências.
 
Os roubos estão concentrados na região do 2º DP. Só no ano passado foram 200 ocorrências deste tipo naquela região. “A explicação é bem simples. Esta é a região da cidade que concentra o maior número de empresas e fábricas da cidade, em que circulam dinheiro e mercadorias”, disse o delegado.
 
Para combater as ocorrências, Radaeli disse que a Polícia Civil já tem um estudo sobre o mapa da violência e se baseia nele para montar as operações especiais. “Estamos acompanhando esses números e agindo nos locais em que há maior concentração de ocorrências. Para 2016, devemos aumentar o número de operações especiais de combate ao crime.”
 

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