‘Programas de governo’


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Temos sido, e já faz tempo, cuidados, mesmo ‘educados’ por programas políticos, que se prestam a tornar os brasileiros mais preguiçosos e indecisos, incapazes de decidir contra políticos, ou partidos políticos. A progressão continuada é um desses. ‘Mandem para a frente. Precisamos das cadeiras vagas nas séries anteriores para cumprir (essa me*da) de Constituição’. 
 
As bolsas essas e aquelas também. Garantem merrecas para famílias pobres e as estimulam a continuar pobres e vagabundando, já que conduzem ao gosto por dinheiro fácil. Punem, com perda da bolsa, se a família arranja trabalho. Estimulam, ainda, o aumento do número de filhos, com outra bolsa. Quanto mais gente emburrecida, mais bolsas.
 
Circo é excelente ferramenta política, mas liberalização de costumes tem que estar garantida. Faz tempo que leis confusas e conflitantes obrigam juízes a discordarem uns dos outros. É assim que prosperam novelas, BBBs, rolezinhos, baladas, carnavais e muita droga como ensino ao vivo e a cores.
 
Para que esses programas andem, todos os espaços têm que ser ocupados. Fim de semana, posto de combustível cheio, lá estava, meio do dia, caminhonete equipada com dezenas de falantes quebra-tudo despejando milhões de decibéis do funk de MC Biel: ‘Açúcar o caralho, mamãe me passou pimenta / â Mulher, quero ver se tu aguenta... / Rebola, empina pro Biel e arrebenta / â Mulher, quero ver se tu aguenta...’ 
 
O estrago do sonzão da caminhonete fica ainda maior quando a filha pequena ouve, se vira para a mãe e pergunta ‘O que é caralho’?; e o filho completa, olhando para o pai ‘o que é rebola e empina pro Biel’? A moçada liga o megafone porque sabe que tem mulher que não se aguenta para conhecer Biel e ver ‘se aguenta ou não’; ou se é só propaganda falsa. No fim, se não tem Biel, caça com gato mesmo. 
 
Os que criam essas situações são os mesmos que cuidam dos projetos de poder: o povo tem que ser cabrestado. Então, o outro segredo é ‘preparar’ os organismos de segurança para agir pouco. Os contingentes estão cada vez menores, e as experiências vividas fazem os agentes desistirem antes de agir: ficarão nas delegacias mais tempo preenchendo formulários do que o dono da caminhonete em ir embora sem qualquer sanção, sorriso irônico na cara...
 
Do jeito que vai, em pouco tempo teremos a maioria furtando, roubando e matando por força da liberdade desajuizada que grassa por aí. Dentro de casa, trancados, talvez concluamos finalmente que a culpa é nossa, que admitimos sem gritar, espernear. Merecemos, pois... 
 
Quer ficar doente?: Temos que dizimar o Aedes egypti!!! Lá em casa já passamos pente fino. Não há criadouros lá. Também já falamos com os vizinhos. Não dá para descuidar. O problema está na maioria que acha que não é com ela. Infelizmente os vírus terão que contagiar alguém de cada família para chacoalhar o país! 
 
É preciso ter ciência que o Aedes egypti é a primeira grande praga deste século, e tem que ser extinto! Até o governo federal demonstra medo. Sabe que não pode contar com a população dolente que criou e que estimula a continuar dolente. Então, vai colocará 200 mil soldados do Exército nas ruas para combater o mosquito. 
 
A prefeitura de Piracicaba comprou mosquitos transgênicos que copulam com Aedes fêmeas e passam gene que mata descendentes antes que se tornem adultos. É ação polêmica, mas, em bairro da cidade, 133 casos registrados em 2014 foram reduzidos a 1, em 2015. Menos moderno, o ‘fumacê’ que combateu mosquitos na Franca de outros tempos, acontece em Rifaina, com bons resultados. Quem tal aqui também? Quando não tem tu, vai tudo tu mesmo, diz a sabedoria popular. 
 
 
Luiz Neto
jornalista, editor de Opinião - luizneto@comerciodafranca.com.br
 
 

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