Poliafetividade


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Conforme noticiário, instrumento extrajudicial produzido em cartório, reconhece união poliafetiva. Segundo a gênese da palavra, significa união afetiva entre diversos indivíduos. Os que defendem esse tipo de união alegam que o que importa é o amor que dizem presidir o relacionamento entre o grupo. 
 
Há, todavia, quem afirme que a expressão poliafeto é um engodo, um estelionato jurídico, tendente a validar a poligamia. Entende que a escritura pública que, em Tupã (SP), uniu três cariocas, um homem e duas mulheres, não produzirá os efeitos desejados porque não está prevista pela Constituição Federal, voltada à união monogâmica.
 
Nada obstante, o outro lado defende, ainda, que o que o Código Civil faz é proibir um outro casamento a quem já é casado. Tal entendimento, contudo, pode ensejar que cônjuges e terceiras afeições venham a valer-se da modernidade cultural, sempre que desejarem buscar o direito espúrio de se lavrar escritura que lhes atenda o propósito. 
 
Entretanto, há equívocos a considerar. Ditado popular refere-se ao poliamorismo ao dizer que ‘quem ama muitos, não ama ninguém’. É ótimo que vivam várias pessoas juntas, mas, como conciliar interesses que se entrechocam, se já se mostra difícil o entendimento até mesmo entre duas? 
 
O livro dos espíritos, no capítulo das Leis Morais, diz que a união de dois sexos pelo casamento significa avanço para a humanidade, posto que representa diminuição do egoísmo e ambiente de renúncia, tolerância, perdão, cooperação. 
 
Mas, se nosso atual estágio moral a família ainda vive conflitos violentos, o que dizer dos que têm que tolerar sem que sejam pais, ou mães? Não nos iludamos. Antes é preciso saber se o que preside tais uniões é amor de verdade e não paixão movida a interesses na distensão do sexo. 
 
A reencarnação é sublimada oportunidade de nos corrigirmos. Que a utilizemos de maneira a não contrairmos novos e desventurados compromissos. 
 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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