Sem alarde, confusão e com quase uma hora de atraso, os 13 membros da nova diretoria do Sindicato dos Sapateiros, liderada pelo presidente eleito Sebastião Ronaldo, tomaram posse na sede da entidade, às 11h45 de ontem. Na ausência do então presidente, Agnaldo Madaleno, a entrega das chaves foi feita, na presença de um oficial de Justiça, por André Luís Santos Parreira, também membro da diretoria anterior.
Agnaldo chegou a ser solicitado pelo oficial de Justiça e um telefonema foi feito para avisá-lo, mas não foi atendido. “A posse será feita com ou sem ele”, informou o oficial, na ocasião.
Depois de empossado, Ronaldo afirmou que utilizaria o dia para “tomar pé” da situação do Sindicato. “Vamos conhecer a realidade do sindicato, antes de tomarmos qualquer decisão ou apontarmos qualquer mudança. A princípio, a informação que temos é a de que o sindicato está cheio de dívidas, mas o primeiro passo é entender toda a situação”, disse presidente.
Embora não tenha havido intercorrências na entrega das chaves, a nova diretoria tratou de providenciar um chaveiro para trocar as fechaduras que dão acesso ao prédio da Estação. De acordo com o advogado que a representa, Willian Carlos Ceschi, a medida é preventiva. “A diretoria está tentando preservar o local e evitar qualquer tipo de transtorno”, afirmou.
Antes de assumir o Sindicato dos Sapateiros de Franca, Ronaldo dirigiu o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Calçados da Região (da rua Padre Anchieta).
As eleições
Originalmente ocorrida em 25 e 26 de novembro de 2014, a eleição do Sindicato dos Sapateiros de Franca, que elegeu Agnaldo Madaleno seu presidente, foi anulada pela Justiça do Trabalho após apontamento de fraudes, como voto de cabresto e adulteração de cédulas. Nos dias 2, 3 e 4 deste mês, um novo pleito foi realizado, desta vez com o acompanhamento da Justiça, e Sebastião Ronaldo foi o escolhido para representar a categoria, que conta com cerca de 30 mil trabalhadores.
Após a derrota de Agnaldo, o ex-diretor do Sindicato dos Sapateiros de Franca e presidente do Sindicato dos Motoristas da cidade, Geraldo Xavier, o Geraldinho, antigo apoiador de Agnaldo, entregou uma carta ao GCN em que atacava o moral do ex-presidente. No documento, usou termos como “laranja” e insinuou que o posto poderia ter lhe dado privilégios econômicos durante o mandato. Após saber do conteúdo da carta, Sebastião Ronaldo prometeu investigar supostas irregularidades no Sindicato.
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