Moradores do Rubi reclamam de insegurança, mato e taxas


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Moradora do conjunto habitacional Residencial Rubi mostra cisterna aberta em terreno com mato alto ao lado do prédio
Moradora do conjunto habitacional Residencial Rubi mostra cisterna aberta em terreno com mato alto ao lado do prédio
Apenas um mês depois de se mudarem para os apartamentos do conjunto habitacional Rubi, do programa Federal Minha Casa, Minha Vida, os moradores já enfrentam problemas no local. “O sonho da casa própria está virando um pesadelo. A gente nem dorme direito com medo de entrar ladrão pelos muros, que são muito baixos”, disse a manicure Cassandra Aparecida Alves Oliveira, 32.
 
Os apartamentos ficam numa área afastada, cercada por terrenos com mato alto, o que aumenta o temor. Em uma das áreas, existe até uma cisterna aberta. “É fácil das pessoas se esconderem e já roubaram botijões de gás e uma bicicleta aqui”, disse a manicure.
 
Do lado de fora, além do matagal nas redondezas, falta asfalto em um trecho que dá acesso ao condomínio. “Quando chove, vira um lamaçal, fica complicado para quem vai andar para pegar ônibus”, disse a cuidadora de idosos Gisele Costa, 37.
 
O pagamento do condomínio também tem preocupado os moradores. O valor da taxa condominial é de R$ 150, que é considerada alta por vários moradores. Outra discordância é em relação ao modo de cobrança do consumo de água, que não é feito individualmente, todos pagam R$ 50. “Acho que o certo é cada um pagar o quanto gastou, o que sairia mais barato pelo desconto de baixa renda”, afirmou a dona de casa Roseli Fonseca Luz, 45.
 
Soluções
A gestora do Residencial Rubi, funcionária da administradora Neves Condomínios, Simone Simon, afirmou que todas as taxas condominiais foram decididas em assembleia pelos moradores. Sobre o muro, a altura já era prevista no contrato. “Se a maioria quiser aumentar o muro, será feito um orçamento e o valor dividido entre os moradores”, disse. Segundo ela, os demais problemas internos deverão ser reportados ao síndico.
 
No dia 18 deste mês, haverá uma reunião entre a administradora e os moradores para esclarecer dúvidas.
 
Em relação ao modo de medição dos hidrômetros, a Neves Condomínios e a Prefeitura de Franca garantiram que tem cobrado a Sabesp para fazer a leitura individualizada. Já a Companhia informou que o condomínio possui sistema individualizado e que cabe à administradora fazer a cobrança de acordo com o consumo de cada apartamento. “A leitura individualizada pode ser feita pela Sabesp, mas é preciso realizar um estudo técnico e que a administração do condomínio esteja de acordo com os custos dos serviços a serem realizados”, completou, em nota, a Sabesp.
 
Sobre os problemas externos, de acordo com a Prefeitura, as ruas de acesso poderão ser asfaltadas por meio de um plano de contribuição de melhorias e as áreas com matagal serão verificadas e os proprietários notificados, de acordo com a necessidade.
 
Para reclamações e sugestões sobre o Minha Casa, Minha Vida, também pode ser usado o telefone 0800-721-6268.
 
 

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