Morreu às 13 horas de ontem, no Hospital São Joaquim/Unimed, a senhora Aparecida Fernandes Oliveira, aos 91 anos. Foi internada no dia anterior por sua família, com pneumonia. Debilitada por Alzheimer e pela idade, não resistiu a parada cardiorrespiratória.
Aparecida era filha de Isidoro Fernandes Carrion e Benedita de Oliveira, donos de tradicional sítio da região da Casa Seca — estrada Franca a Ibiraci —, irmã de Adélia, viúva de Ivo Fernandes; Eurípedes, falecido, casado com Dalva (por muitos anos, foi dele o tradicional bar situado na entrada da estradinha que conduzia às várias propriedades rurais da Casa Seca); Paulo Francisco, falecido, casado com Maria (o ‘Paulo da Venda’, como se tornou co-nhecido com ‘tocar’ a co-nhecida ‘Mercearia Paulista’ da rua Álvaro Abranches, em Franca); Pedro, falecido, casado com Neide, (ele, fundador da Castelo Materiais de Construção, hoje ‘tocado’ pelo filho Sérgio); Sebastião, falecido, casado com Levaldina, ele, ex-funcionário do Daerp, de águas e esgotos de Ribeirão Preto); Gaudêncio, falecido, casado com Martinha; Maria, casada com Mário, ambos falecidos; Valentim, falecido; e Ilma, casada com Mauro Boraschi, diretores de calçados Boraschi.
Dos enlaces de seus irmãos nasceram muitos sobrinhos - Daniel, Daiana, Cristina, Márcia, David, Denise, Djalma, Dirlene, Ismar, Paulo Roberto, Selma, Sérgio, Sidnei, Francisco, Edson, Antônio, Maura, Valter, Ivone, Valdecir, Fábio, Maria Aparecida, Airton, Sandra, Alair, Luís, Milton, Airton, Luciana, Maurílio, Maria Helena - e Aparecida desdobrou-se, em vários momentos de sua vida, para auxiliar os irmãos a desenvolveram suas profissões e empresas, cuidado das crianças quando foi necessário.
Para alguns, foi também cuidadora atenta, cumprindo quase o papel de mãe. ‘Ela morou sempre com nossos pais. Quando eles morreram, ganhou a companhia de nossa irmã Ilma, que formou família e viu chegar os filhos. Aparecida foi determinante, dando a Ilma a tranquilidade de saber os filhos bem cuidados enquanto ela e o marido trabalhavam’, disse Ismar.
‘Tia Aparecida foi quase uma segunda mãe para meu irmão Paulo Roberto. Mais novo que ele, eu exigia cuidados próprios de criança nova, e ela dizia a mamãe que se dedicasse a mim. Paulo ia para a casa e ela cuidava dele com carinho e zelo. Essas coisas de famílias muito grandes nos tornaram ainda mais unidos. Séria, o que tinha a dizer, dizia. Aprendemos muito com ela, especialmente com sua educação e equilíbrio’, completou Ismar.
Aparecida integrou a igreja das Testemunhas de Jeová da rua dr. Antônio Vieira de Oliveira, no bairro Santo Agostinho. Fez incontáveis amizades. Profissionalmente, atuou na venda de peças de roupas e formou excelente freguesia. Aposentou-se como comerciante.
Enfrentou, com valentia, problemas de saúde que incluíram um câncer. ‘Submetida a cirurgias, aguardou com paciência e coragem cada dia do tempo que seus médicos lhe pediram — sete anos — para atestarem que ela tinha se livrado da doença. Alcançou a cura, agradeceu a Deus e prosseguiu se colocando à disposição da família. Foi a nossa guerreira. Unia a todos, agia para que ressentimentos passassem, era austera, mas bondosa. Soltava-se apenas quando ia cuidar de suas plantas. Sua casa era um autêntico jardim. Dava gosto estar ali e observá-la cuidado de cada plantinha como se fosse gente. Sua longevidade foi, certamente, resultado dos cuidados que semre teve consigo própria, consciente de que devia estar bem para se dedicar a cuidar de quem, da família, dela precisasse. Penso que fez disso, o foco de sua vida. Ela cultivou pessoas, plantas e religiosidade. Tenho certeza que cumpriu sua missão na terra’, completou Ismar.
O velório de Aparecida Fernandes Oliveira acontece no São Vicente de Paulo, sala 8. Sepultamento ocorrerá às 10 horas de hoje, com serviços da Funerária Nova Franca, no Cemitério da Saudade.
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