Tem que começar agora!


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E o ano? Vai, finalmente, começar? O país arrastou imenso número de pendências no recesso dezembro/janeiro dos poderes Legislativo e Judiciário. Enquanto parlamentares e magistrados viviam ‘férias de verão’, os bastidores da política fervilhavam ao redor do impeachment presidencial, da possibilidade de afastamento do presidente da Câmara, do Senado e de processo a dezenas de parlamentares citados em casos de corrupção. O governo luta para se equilibrar e não desiste de aumentar impostos! 
 
Na segunda e terça-feira próximas, dias 15 e 16, os parlamentares e magistrados estarão — finalmente — em seus postos. Podia ser pior. Fosse o carnaval em março, perderíamos mais um mês! O cidadão comum, atropelado pela crise, inflação, desemprego e tantos outros males, está exausto. Abomina políticos.
 
O Brasil de hoje espera de todos os que têm sobre seus ombros a responsabilidade de decidir, o façam com a rapidez. Só depois de decidir, a exemplo, quem governará nos próximos anos, é que se poderá buscar solução para a crise. 
 
Quanto aos denunciados criminosos, o que se espera é haja punição congruente com a exata extensão dos males que cometeram. Nem mais, nem menos.
 
O país precisa sair da provisoriedade para que o governo — pouco importa quem seja o governante — tenha ânimo, força e representatividade para adotar as medidas saneadoras dos problemas e indutoras do desenvolvimento. 
 
O trabalhador precisa encontrar oportunidade de trabalho e renda, e as forças produtivas carecem de ambiente equilibrado para atuar. Espera-se que nesse ano que só começa agora, o Congresso Nacional, o Judiciário e o próprio governo desempenhem estritamente suas obrigações legais, sem negligenciar nem extrapolar o que a lei lhes faculta. 
 
Do contrário, teremos dias muito difíceis pela frente e até a democracia, de que muitos se orgulham mais não cuidam, estará sob risco... 
 
 
Dirceu Cardoso Gonçalves
Tenente, diretor da Associação de Assistênca Social dos Policiais Militares de São Paulo 

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