Violência barbariza o cidadão de bem


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A calma da segunda-feira de Carnaval foi abalada om a morte do taxista Márcio Antônio dos Santos, 40: ele foi assassinado com um tiro no peito e teve o carro que dirigia inteiramente queimado. Até a tarde de ontem a Polícia francana ainda não tinha pistas capazes de levá-la ao(s) autor(es) do bárbaro assassinato, ainda mais que Márcio, aparentemente, não tinha inimigos e não haja uma razão plausível, pelo menos para seus familiares e amigos, para que ele tivesse um fim tão trágico. A história, que para muitos pode ser banal diante da violência crescente que atinge toda a sociedade brasileira, é mais uma da crônica policial em que, sem que se conheçam todos os seus detalhes, não se pode cravar uma motivação. O que se sabe é que Márcio Antônio, pai de dois filhos, saiu para trabalhar e não voltou: foi encontrado morto em uma estrada vicinal que liga Franca a Batatais. E só. Restam apenas perguntas, todas sem respostas.
 
A morte do taxista é mais uma daquelas que tornam a profissão uma das mais perigosas nas grandes e pequenas cidades do Brasil. Em Franca, muitos recusam corridas para certos pontos do município por causa da insegurança reinante. E não são apenas eles: também os moto taxistas se preocupam com a sua própria segurança. Até motoristas e cobradores de ônibus que operam o transporte coletivo na cidade fazem o seu trabalho temerosos de um ataque. Tudo isso é causado pela crescente insegurança que as autoridades públicas não resolvem e a leniência do nosso Código Penal, que permite a assassinos confessos deixarem o distrito policial pela porta da frente. As brechas da lei, bem utilizadas por advogados espertos, são capazes de prolongar uma decisão judicial por meio de pedidos, ações protelatórias e embargos que muitas vezes chegam à prescrição do crime.
 
O que se vê, em razão de decisões recentes da Justiça brasileira, é a possibilidade crescente de criminosos não pagarem por seus crimes ou delitos. Mesmo que a vida humana não tenha preço, por causa da situação atual, o ato de matar não recebe a punição que merece. Muitos assassinos entram e saem de instituições prisionais, cumprindo penas ínfimas, sem que sejam realmente recuperados. O Brasil necessita de um Código Penal severo, com a restrição de benefícios que deixam os criminosos soltos e o cidadão de bem fechado intramuros, gastando com aparatos de segurança que muitas vezes são insuficientes para prover a sua própria proteção e a de seus entes queridos. Enquanto este quadro não for modificado, com um Código Penal mais realista, não teremos condições de dar segurança aos que queremos bem e nem conseguiremos que apenas o aparato do Estado seja capaz de provê-la.
 
 
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