Uma menina de 7 anos ficou em estado grave ao se ferir enquanto brincava em um gira-gira adaptado para crianças cadeirantes, em São José do Rio Preto, São Paulo. No dia 3 de fevereiro, Maria Eduarda e outras crianças brincavam no equipamento montado em uma escola quando o cabelo da menina se prendeu no eixo central do gira-gira. “Meu cabelo ficou preso e minha amiga girou o brinquedo. Senti muita dor na hora”, relata Maria Eduarda.
A menina sofreu traumatismo craniano, afundamento de crânio e perdeu parte do couro cabeludo. Internada desde o dia do acidente, Maria Eduarda recebeu alta na terça-feira, dia 9, e fará fisioterapia contra uma paralisia facial. “Ela vai retornar ao neurologista, vai fazer fisioterapia pelo lado direito do rosto, onde paralisou, vai passar por fonoaudiólogo, o que importa é que ela está em casa e agora está bem”, contou Alessandra Correa dos Santos Peres, mãe da menina.
O pai, Adilson José Boquesque, diz que processará os responsáveis pelo brinquedo. “Um cara que projeta um brinquedo desses tem que olhar mais o que faz, para a criança brincar", afirmou ele. Um dia antes, em outra escola da cidade, uma menina já passara pelo mesmo problema, ficando com o cabelo preso no gira-gira. Após o acidente de Maria Eduarda, a prefeitura, que havia instalado 38 brinquedos na cidade, interditou todos os gira-giras e vai investigar os casos.
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