Corrupção empurra País para o buraco


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A grande preocupação do brasileiro, hoje, é com a corrupção que envolve políticos, agentes públicos (eleitos ou não) e empresários, os quais se utilizavam de doleiros para lavar o dinheiro desviado. O problema é que toda a fortuna roubada apenas de uma empresa, a Petrobras, reduziu o valor de mercado da estatal a 1/3 do que ela valia há cinco anos. De acordo com o laudo de perícia criminal anexado pela PF (Polícia Federal) em um dos processos da Lava Jato, o prejuízo causado pelas irregularidades na petroleira descobertas pela operação pode chegar à casa dos R$ 42,8 bilhões. Junte-se a isso uma gestão ineficiente e temerária. A perda de valor de mercado da companhia foi de 69%, ou de R$ 223 bilhões. Em dólar, a baixa foi ainda maior, já que a desvalorização da moeda acentua o mau desempenho das ações locais. Por esse critério, o valor de mercado caiu 87% desde 2010, o que representa uma destruição de US$ 163 bilhões em valor.
 
Esta é uma questão que preocupa o brasileiro comum, que espera ver este tipo de administração temerária, aliada à corrupção, exemplarmente condenada após investigação e julgamento. Agora, as investigações apuram a venda de medidas provisórias, o que se torna ainda mais preocupante, pois aí seria necessária a conivência do centro do poder. Na iniciativa privada, qualquer aumento de patrimônio atípico desencadeia uma investigação rigorosa que acaba por punir aqueles que acumularam bens sem apresentar uma contrapartida convincente. E assim deve ser com todos. Não há mais como se fiar nas palavras daqueles que dizem não saber de nada e não serem proprietários de um imóvel do qual utilizavam amiúde, como o ex-presidente Lula afirma a respeito do sítio em Atibaia reformado por empreiteiras.
 
A nossa população já não aceita este tipo de ação política, em que se troca apoio por favores que, no fim das contas, custam o dinheiro do contribuinte. Nossos políticos eleitos já contam com uma série de benefícios, mordomias que não contemplam congêneres seus em outros países ou o trabalhador comum. Nem diante de uma situação crítica, onde a crise vem corroendo a produção em todos os setores econômicos, afetando diretamente o emprego de milhões de brasileiros, a classe política deixa de tentar lucrar mais, usando subterfúgios espúrios, ilegais e imorais. Diante do sacrifício exigido aos brasileiros, deveriam eles também dar sua parcela de contribuição, cortando benefícios, congelando salários e reduzindo os gastos que só aumentam. Só desta forma é que o Brasil conseguirá dar a volta por cima. Porque o momento exige o esforço de todos e não apenas dos setores produtivos.
 
 
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