Acidentes de trânsito fazem 2.055 vítimas nas ruas e estradas de Franca


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Bombeiros socorrem vítima de acidente entre moto e caminhão ocorrido em maio do ano passado na avenida Hugo Betarello
Bombeiros socorrem vítima de acidente entre moto e caminhão ocorrido em maio do ano passado na avenida Hugo Betarello
Um braço ralado, uma perna quebrada, pontos na cabeça. Não importa qual foi o tipo de lesão. Fato é que os acidentes de trânsito machucaram mais de duas mil pessoas em Franca no ano passado. Muitas vítimas enfrentaram longo tempo de recuperação e, talvez, vão ficar com sequelas por toda a vida. Vinte e três pessoas não sobreviveram para contar história. Na maior parte dos casos, uma moto e a imprudência dos condutores estiveram presentes.
 
Os dados constam de levantamentos realizados pela Polícia Militar e Corpo de Bombeiros e se referem apenas às ocorrências registradas dentro da cidade e rodovias municipais, como Tancredo Neves (Claraval) e João Traficante (Ibiraci). As vítimas por acidentes ocorridos na Ronan Rocha (Patrocínio Paulista), Cândido Portinari (Rifaina) e Fábio Talarico (São José da Bela Vista), que são estaduais, não fazem parte da estatística.
 
Na área de abrangência do município de Franca, a polícia registrou 1.744 acidentes de trânsito no ano passado, que resultaram num saldo de 2.055 feridos, contra 2,6 mil vítimas em 2014. Na média, pelo menos cinco pessoas se machucaram todos os dias nas ruas da cidade. “O número de vítimas é muito elevado. Acidente é o tipo de ocorrência que a gente mais atende em Franca, principalmente envolvendo motos. O prejuízo é grande para as pessoas, para os familiares e para a coletividade, pois essas vítimas utilizam o SUS e deixam de produzir, fora o mais importante que é a saúde dessas pessoas”, disse o capitão Marcelino Patrício dos Santos, comandante do Corpo de Bombeiros na região de Franca.
 
Das 2.055 vítimas de acidentes em Franca, 1.341 estavam em motos, 536 em outros veículos, 128 foram atropeladas e 50 sofreram quedas de bicicletas. As autoridades não têm dúvidas em explicar a razão para tantos acidentes e pessoas feridas. “A desatenção e o desrespeito com as leis de trânsito são as principais causas dos acidentes de trânsito”, afirmou o chefe dos Bombeiros.
 
O major Marcus Alexandre Moraes de Araújo, coordenador operacional do 15º batalhão da Polícia Militar, fez avaliação semelhante. Ele apresentou uma tese de mestrado profissional, no Centro de Autos Estudos de Segurança da PM em São Paulo, cujo tema foram os acidentes registrados em Franca. Após analisar as ocorrências ao longo dos últimos anos, o oficial concluiu que a conduta do motorista é a causa principal delas.
 
O policial disse que é comum as viaturas se depararem com motoristas dirigindo com excesso de velocidade, falando ao celular, desrespeitando a sinalização e, muitas vezes, após fazerem uso de bebida alcoólica e drogas. “Os abusos são muito grandes. É preciso maior conscientização por parte dos motoristas. Eu defendo uma fiscalização bastante rígida, mas só isso não vai ser o suficiente para reduzir o número de acidentes. O condutor precisa mudar os seus hábitos”, concluiu o oficial.
 
 

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