Entrega do ‘Engenho Queimado’ é adiada para abril de 2017


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Romildo Gomes, da Vila São Sebastião, em área onde o Córrego Engenho Queimado começou a ser revitalizado: obras inacabadas
Romildo Gomes, da Vila São Sebastião, em área onde o Córrego Engenho Queimado começou a ser revitalizado: obras inacabadas
As obras de revitalização do Córrego Engenho Queimado estão paradas novamente e o término da construção está cada vez mais longe de acontecer. No último dia 2, foi publicado no Diário Oficial do Município pela Secretaria de Planejamento Urbano a prorrogação do prazo de contratação da Emdef (Empresa Municipal para o Desenvolvimento de Franca), que realiza as obras no local, por mais 12 meses.
 
Inicialmente prevista para agosto de 2014, a revitalização acabou adiada para outubro de 2015. Agora, a entrega foi transferida novamente para outra data e deve ser finalizada apenas em abril do ano que vem.
 
Enquanto não é concluída, os moradores sofrem com problemas como rachaduras em suas casas e risco de erosão. Em uma das residências, é possível perceber que o muro do quintal está quase caindo barranco abaixo. “Com as últimas chuvas a situação piorou, rachou o muro e o chão e a água infiltra no terreno. Temos medo da parede cair, mas não temos outro lugar para morar”, disse o pedreiro Paulo Batista, 46.
 
Segundo ele, uma equipe da Prefeitura esteve em sua casa para conversar sobre uma possível mudança para moradias populares do conjunto Copacabana, no ano passado, mas depois não retornaram para dar mais orientações. 
 
Em julho do ano passado, a Prefeitura informou que das 793 famílias da região do Engenho Queimado, um total de 88 receberiam apartamentos no Copacabana I. Essas unidades serão distribuídas gratuitamente para pessoas que moram em áreas de risco no entorno do córrego.
 
Os moradores da região da Vila São Sebastião, bairro por onde o córrego atravessa, estão indignados com a demora para conclusão da revitalização. “Isso aqui é nosso dinheiro jogado fora, pagamos os impostos e eles fazem essa obra mal feita e nunca entregam”, disse o sapateiro aposentado Gilson Campos, 60.
 
Segundo eles, há cerca de dois meses nenhuma máquina é vista trabalhando no local. Na semana passada, manilhas e blocos de cimento estavam espalhados perto do córrego incompleto. A reportagem esteve no local na quarta-feira e não havia máquinas trabalhando no córrego. Sofás velhos e colchões largados na área também contribuem para o cenário de abandono. “A água vem da rua e empossa nas obras, ficamos com medo de criar mosquito da dengue também, já gastaram um dinheirão aqui e acho que não concluíram nem 20% do que tem que ser feito”, disse o servente Romildo Gomes, 44.
 
Investimento
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério das Cidades, também responsável pela obra, o empreendimento está 28% completo e já foi liberado o valor de R$ 2 milhões do total de R$ 11,7 milhões previstos. A expectativa é a de que a obra seja encerrada apenas no ano que vem, com data de entrega prevista para 24 de abril de 2017.
 
O repasse do dinheiro é feito de acordo com andamento da obra. Ainda segundo a assessoria, a Secretaria Nacional de Habitação está aguardando um repasse junto à Secretaria Nacional do Tesouro Nacional de R$ 1,1 milhão referente a medições já aprovadas pelo agente financeiro, no caso a Caixa. 
 
Já a construção das 88 unidades habitacionais pelo programa Minha Casa, Minha Vida se encontra cerca de 70% finalizada. A previsão, anunciada pela Prefeitura no ano passado, é de entrega no primeiro trimestre desse ano.
 
A reportagem também entrou em contato com Prefeitura e com a Emdef, por telefone e email, para questionar o atraso e andamento das obras, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

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