Protesto causa 7 km de fila na Portinari


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Manifestação começou um pouco antes das 17 horas e seguiu até as 18 horas: moradores de diversas cidades da região foram até a rodovia dizer não aos pedágios
Manifestação começou um pouco antes das 17 horas e seguiu até as 18 horas: moradores de diversas cidades da região foram até a rodovia dizer não aos pedágios
O grupo de mobilização regional cumpriu a promessa e deu o recado ao governo do Estado ontem à tarde. O protesto contra a instalação de novos pedágios paralisou a rodovia Cândido Portinari por mais de uma hora. O bloqueio na pista formou uma fila de carros, caminhões e ônibus por cerca de sete quilômetros. Após a liberação, o tráfego continuou lento por mais 40 minutos, por causa do grande número de veículos parados. Apesar do transtorno, o manifesto foi pacífico e contou com o apoio de motoristas que ficaram presos no trânsito.
 
Faltava uma hora para o início da manifestação, marcada para as 17 horas, quando manifestantes começaram a se aglomerar no quilômetro 417, entre Cristais Paulista e Jeriquara, onde está prevista a implantação de uma praça de cobrança. Ambulantes aproveitaram  para vender água, refrigerante e salgados.
 
Vinte minutos antes do combinado, os manifestantes aproveitaram a ausência de policiais e bloquearam a pista por cinco minutos. Uma “cabine de cobrança” de madeira com cancela foi colocada no meio da via. Faixas e placas repudiavam a instalação dos pedágios. Panfletos foram distribuídos aos motoristas.
 
Em seguida, a Polícia Rodoviária chegou e o grupo foi para o acostamento. Os policiais colocaram cones e faixas para reduzir a velocidade dos veículos. Pretendiam que o protesto ocorresse sem a interdição total. Alguns minutos depois, os manifestantes voltaram para o meio da rodovia e não saíram mais.
 
A fila de veículos foi quilométrica. “Não consegui chegar a tempo da abertura porque estava tudo parado, travado mesmo. Parei meu carro longe e tive que caminhar uns 15 minutos até chegar no local da concentração”, disse Néria Buzatto, vice-prefeita de Patrocínio Paulista.
 
Meia hora depois do início, os líderes do movimento decidiram encerrar a paralisação e liberaram a passagem de veículos por avaliarem que os objetivos já haviam sido alcançados. Mas, cinco minutos depois, o trânsito novamente. Só saíram às 18 horas, quanto o bloqueio completou uma hora. “Minha viagem atrasou, mas não tem problema. Defendo o protesto, pois sou contra a vinda de pedágios”, disse o motorista Gilmar Naves.
 
Um dos organizadores do protesto, o presidente da Câmara de Franca, Marco Garcia (PPS), avaliou que o protesto ficou dentro das expectativas. “Nosso objetivo foi alcançado. A pista foi totalmente bloqueada. A população está revoltada. O recado foi dado e espero que chegue ao governador (Geraldo Alckmin, PSDB).”
 
Comandante da Polícia Rodoviária, capitão Junqueira disse que não foram registradas ocorrências durante o protesto. “O movimento foi ordeiro e pacífico. É natural que haja motoristas que compartilhem com o movimento e outros que fiquem incomodados, mas de uma forma geral, o protesto foi bastante tranquilo do ponto de vista da segurança pública.”
 
O grupo afirmou que ontem foi apenas o começo. Na próxima sexta-feira, será a vez da Ronan Rocha, entre Franca e Patrocínio Paulista, ser bloqueada.

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