Passe o medo adiante!


| Tempo de leitura: 3 min
Está ai o Carnaval. Pessoalmente, não pulo mais. Preocupado com os problemas do dia a dia, não ando sorrindo de orelha a orelha. Temos isto sim, que sambar para sobreviver. Momo e suas estripulias que se danem. Continuarei é sambando o samba do crioulo doido junto com cidadãos conscientes que, infelizmente, são poucos. Como aceitar a desfaçatez de políticos que põem nosso dinheiro no bolso e depois se unem em bandos chamados partidos políticos, câmaras de deputados e senado, para, descaradamente, aprovarem planos espúrios destinados a tirar mais dos bolsos doloridos do povo? A CPMF vem aí!
 
Como não sambar, e de raiva, frente à conta de luz ‘bandeirada’ que me lembra, mês a mês, que nenhum homem público deste país abençoado por Deus com tanta água corrente, se debruçou a criar alternativas de produção de energia a partir dos ventos que alisam nosso território-continente; nem do sol que por aqui brilha o ano todo? Tivessem essa consciência, estaríamos livres das caríssimas e poluidoras termoelétricas. Mas, investir para quê, quando se pode ganhar bilhões apenas na esperteza?
 
Continuarei sambado cada vez mais estupefato com o jeitinho brasileiro, com a continuidade de nossa presidente candidata a impeachment na cadeira principal de Brasília, apesar dela ter autorizado, de próprio punho, e a seu governo, ampliar despesas públicas mesmo sem lastro? Lá está ela, só meio descadeirada, mas imune a sanções que, fossemos nós, estaríamos afastados a ‘bem da investigação’. Certeza que ‘investigações contra ela’, são diferentes de ‘investigações contra nós’. Há, e sabemos, leis para grandes e seus advogados; e leis — embora as mesmas — para nós, todos os outros. Digo o mesmo sobre a permanência, no cargo de presidente da Câmara Federal, apesar de suas  propinadas no exterior. Quando mais atolado seu pé está, mais preso à cadeira. Pode? Pode. Aqui, pode. 
 
Aqui em Franca, planos de saúde aos quais pagamos pequenas fortunas todo mês, empregam médicos que só têm horários para atender beneficiários se for ‘em consulta particular de R$ 300’, mesmo que se trate de casos graves de idosos. ‘De outra forma, só em semanas, ou meses’ como dizem as secretárias dos doutores. Se o caso é com o SUS, pior. Muito pior. Há caso de meningite diagnosticado como torcicolo e tratado com aspirina, seguido de morte. Há falsos médicos. Há atendimentos em que o profissional não olha para o paciente, pergunta o que ele tem, receita uma panaceizinha qualquer e manda embora, sem qualquer dor na consciência. Bem. No carnaval não dá resolver. Quem sabe, em outubro. 
 
Neste fim de semana vou é brigar por minha vida e as das pessoas que amo. Vou verificar, tim-tim por tim-tim, cada pedacinho de minha casa, atrás de mosquitos. Também vou ligar a amigos e até a inimigos pedindo que façam o mesmo. Temos que acabar com Aedes aegyti, coisa ruim que se reproduz aos milhões porque eu, você e autoridades não fazemos o que precisamos fazer! 
 
Esse ‘bicho’ mata transferindo dengue, chikungunya e zika! Verifique vasos, pneus, latas, garrafas. Também, dê uma olhada em calhas e rufos. Mande alguém verificar se sua caixa d’água não está destampada. Água parada é o lugar preferido do inseto! Atente a piscinas! Pode ter uma na casa ao lado da sua, e você não sabe! Terrenos baldios com lixo também têm que ser vistoriados! Em dúvida, ligue à Vigilância Sanitária, 3711.9424. 
 
Você, viciado em Facebook e WhatsApp que nem olha para o lado, conheça os riscos que está correndo e use suas redes sociais para passar o medo adiante! É guerra! Se encontrar larvas, acabe com elas jogando na terra, ou ‘água de lavadeira’. Se permanecer vivo você poderá, enfim, fazer diferença também naquela outra guerra que contei ao início do texto, para  dar fim a outros bichos igualmente perigosos, políticos bandidos, mentirosos, descarados, ladrões, incompetentes! Urna neles!
 
 
Luiz Neto
jornalista, editor de Opinião - luizneto@comerciodafranca.com.br
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários