Laboratório detecta vírus zika ativo na saliva e urina


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O presidente da Fiocruz (Laboratório de Biologia do Instituto Oswaldo Cruz), Paulo Gadelha, disse na manhã desta sexta-feira, em entrevista ao programa "Bem Estar", da rede Globo, que há comprovação de que o vírus zika foi encontrado de forma ativa na urina e na saliva. 

A afirmação, de acordo com ele, muda o patamar das pesquisas e deixa a população ainda mais em alerta devido a epidemia que o Brasil vive, além de outros países.

Considerada uma doença nova, apesar de os primeiros casos terem sido registrados em 1940, na África, evidências apontam para a ligação do zika vírus com a má formação de fetos, que podem nascer com microcefalia quando as gestantes são infectadas nos primeiros meses, além de casos relacionados a síndrome Guillain-Barré.

Apesar dessa comprovação, segundo Gadelha, o fato de haver um vírus ativo com capacidade de infecção não é uma comprovação, nem significa que será, de que a contaminação possa acontecer através da troca desses fluidos.

A pesquisa que comprovou o vírus ativo na urina e na saliva foi liderada pela pesquisadora Myrna Bonaldo, chefe do Laboratório de Biologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Até o momento, de acordo com o diretor da Vigilância em Saúde, José Conrado Netto, Franca tem três casos suspeitos de zika vírus, incluindo um caso em que o paciente veio a óbito e está sob apuração.

Para o médico infectologista Rubens Pereira dos Santos, do Hospital Regional de Franca, o vírus já circula na cidade e a população precisa se preparar para evitar que uma epidemia aconteça. 

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