Os trabalhadores das obras do novo sistema de captação de água do rio Sapucaí-Mirim retomaram a greve por falta de pagamento por parte da Construtora Gomes Lourenço, responsável pelo empreendimento.
Também conseguiram na Justiça o arresto de equipamentos em garantia de cobrança do que a empresa deve. Foi feita a apreensão de um caminhão prancha e uma escavadeira hidráulica, avaliados em cerca de R$ 350 mil.
“Nós pleiteamos o arresto, que foi concedido pela juíza Ana Maria Garcia. Entramos também com uma ação de rescisão indireta para conseguir demissões com todos os direitos garantidos”, disse o advogado dos operários, Adriano Pimenta.
No mês passado, uma tentativa de conciliação foi realizada no Ministério do Trabalho, em que a proposta era pagar todos os valores atrasados até dia 20 de janeiro, mas a empresa apenas quitou a quinzena de dezembro e a segunda parcela do 13º salário. “A construtora ainda está devendo horas extras, o pagamento de dezembro e janeiro e a quinzena de janeiro. Já anunciaram que não tem previsão de pagamento”, disse o advogado.
Diversos protestos foram realizados pelos funcionários e cerca de 80 estão envolvidos na greve atual, que foi iniciada em 5 de janeiro, interrompida diante do pagamento parcial e agora retomada.
A construtora foi contratada pela Sabesp, que afirmou não ter relação com a parte de pagamentos. Nenhum responsável da construtora foi localizado para comentar o problema.
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