O carnaval chegou ao Brasil com reflexo de festas que ocorriam na Europa desde o século XVII. Confete, serpentina e fantasias fazem parte do ‘Reinado de Momo’.
É uma forma de expressão em constante evolução. Liga o povo ao passado e mostra a forma como cada cultura interage com o ambiente que a rodeia.
Ao contrário do que muitos pensam, carnaval não é só palhaçada e brincadeira. Algumas religiões condenam a festa popular em razão de sua provável origem pagã e dos atos de libertinagem que acontecem durante sua realização.
A revista americana The Economist disse, recentemente, que o governo e empresas brasileiros costumam esperar o carnaval para tomar grandes decisões e que, enquanto isso, problemas políticos e econômicos do Brasil se aprofundam. Quando políticos voltam a trabalhar, eles podem se arrepender de ter tirado folga de tentar resolvê-los.
Este ano o carnaval está mais próximo da política econômica do país do que em outros anos. De fato, a imprensa tem mostrado fantasias carnavalescas de todos os tipos.
É político se fantasiando de honesto, quando todas as evidências apontam seu envolvimento em corrupção. Há muito confete e serpentina sendo jogada para justificar o injustificável. É muita libertinagem praticada com o dinheiro público.
Durante os festejos carnavalescos da política brasileira, ‘nossos representantes’ se esquecem dos problemas do dia a dia com saúde, educação, transporte, segurança etc., mas se pode ter certeza os trabalhadores foliões ouvirão, logo, logo, a ‘marchinha’ dos novos tributos e implementação de regras mais duras para futuras aposentadorias.
É preciso que a população se mobilize o quanto antes. A quarta-feira de cinzas precisa chegar logo para que as máscaras caiam e se limpe toda a sujeira do confete e da serpentina ilusórios desse período mais perdido que relevante.
Tiago Faggioni Bachur
Colaborou Fabrício Barcelos Vieira, advogados especialistas em Direito Previdenciário
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