Morreu Rosa Espezzi Paranhos, esposa, mãe e avó que deixa saudade


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Morreu no dia 2, terça, na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Rosa Espezzi Paranhos, aos 68 anos. No final de janeiro, ele teve uma crise hipertensiva e seus familiares a levaram ao PS “Álvaro Azzuz”. Constatada a necessidade de acompanhamento médico mais apurado, foi internada na Santa Casa. Também diabética, Rosa teve um AVC considerado leve, na segunda-feira, mas seu estado geral se complicou muito, e foi necessário transferi-la à UTI. Médicos avisaram a família, no tarde do dia 2, que ela havia registrado morte cerebral. O óbito foi atestado às 20 horas. Por decisão da família, houve doação de órgãos. Equipe da Central de Doação Regional, esta-belecida em Ribeirão Preto, esteve em Franca na manhã do dia 3, para os procedimentos necessários. O corpo foi liberado à tarde, para velório.
 
Rosa Espezzi Paranhos era natural da região rural de São José da Bela Vista. Conheceu Pedro Paranhos em Franca, aproximados por irmão dele, Idair, e sua cu-nhada Nair, donos da fábrica de geléia Vitória, que dirigiam na cidade. Pedro se lembra da apresentação entre ambos, que acabou se tornando casamento de 43 anos, dois filhos (Mariano, casado com Ana, diretores de Toldos Veneza; e Luciano, casado com Priscilla, ele atuando na Coca-Cola de Franca) e cinco netos (Gabrielly, Isabelly, Henrique, Guilherme e Felipe). “Eu tinha 28 anos e meu irmão e a mulher dele diziam que eu estava virando um solteirão e que eu tinha que encontrar uma boa mulher e me casar. Eu me lembrava da moça que, de quando em quando, encontrava na fábrica. Fomos apresentados. Gostamos um do outro. Em oito meses, namoramos, noivamos e casamos. Fui sempre muito feliz com Rosa”, disse Pedro, agora viúvo.
 
Após o casamento, foram residir no sítio Santa Maria, entre Franca e Claraval (MG), onde Pedro morava e trabalhava. Rosa se dedicou à casa, ao cuidado do marido e também participou das atividades dele, na terra. Mais algum tempo, chegaram os filhos. Como eles, preocupações de Pedro e Rosa para que não tivessem vida dura como eles. “Decidimos mudar para Franca, principalmente para que os meninos pudessem estudar”, disse Pedro.
 
Na cidade, Pedro se empregou na indústria de calçados N. Martianiano, como ajudante de caminhão. Trabalhou também em “panhas de café” de várias propriedades rurais e de servente de pedreiro. Rosa, além dos afazeres da casa e do cuidado com os filhos, costurava calçados. “Fomos sempre uma família acostumada ao trabalho. Nossos filhos estão bem na vida, trabalhando, repassando aos filhos a certeza de que a vida é difícil e, para se darem bem, também terão que se empenhar muito, como nós fizemos”, disse.
 
“Rosa era um mulher séria, excelente mãe e avó, companheira de seu marido. Nos últimos anos, em função de suas crises de pressão, perdeu parte de sua qualidade de vida. Pedro foi seu companheiro inseparável. Há dois anos, eles fizeram algumas viagens a Caldas Novas, e ela pode se divertir um pouco. Foi, para mim, já que também tive que trabalhar fora, um pouco mãe, além de avó para minhas filhas. Sempre respeitou quem com ela conviveu, também a mim. Agora, vamos apoiar Pedro. A vida continua”, disse a nora. 
 
O velório aconteceu no São Vicente de Paulo, sala 2. Sepultamento, com serviços da Funerária Tedesco, foi realizado no Cemitério Santo Agostinho dia 4, às 10 horas. 

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