O quadro político de momento para a eleição municipal deste ano em Franca encontra-se totalmente indefinido. Segundo a mídia local, a lista de pré-candidatos à cadeira de prefeito continua extensa.
O interessante é que todos esses candidatos a candidatos, em seus respectivos partidos, reinam soberanos, ou seja: sem concorrentes com reais chances em eventuais disputas internas.
O problema é que todos eles querem sair ‘no arreio e não na garupa’, como se diz lá nas alterosas. Ou seja, trocando em miúdos: todos almejam a cadeira de prefeito e não cogitam concorrer ao cargo de vice.
Com essas legítimas pretensões, composições partidárias tão comuns acabam ficando mais difíceis de serem implementadas.
No atual momento, a única chapa que mostra-se definida é a do PSDB, com o atual prefeito Alexandre Ferreira de novo acompanhado por seu vice, Fernando Baldochi.
Parece evidente que Gilson de Souza e dr. Ubiali, com o cartel dos recentes mandatos de deputados, aspiram sair como candidatos à prefeito.
O mesmo pode-se dizer em relação à delegada Graciela Ambrósio, muito bem votada na eleição de 2012, e do jornalista Corrêa Neves Júnior, também relativamente bem votado para deputado federal e com grande força de mídia.
No PT, cogita-se o retorno do ex-prefeito Gilmar Dominici. Se isso não se confirmar, o provável candidato será mesmo Gilson Pelizaro.
Também é bastante aguardada a posição que será adotada por Sidnei Franco da Rocha. Ele é peça importante nesse quebra-cabeça.
Enfim, embora as coligações neste estágio pareçam complexas e inviáveis, o fato é que todo esse nebuloso quadro de momento poderá ser substancialmente alterado com os resultados obtidos pelos pretendentes nas pesquisas internas de intenção de votos, e também porque em política uma verdade pode não durar uma noite mal dormida.
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial, professor da Faculdade de Direito de Franca
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