Exportações na região sofrem queda de 35% em 2015


| Tempo de leitura: 2 min
Os calçados produzidos pela indústria de Franca ocupam a terceira posição no ranking de exportação da região, com US$ 81,6 mi
Os calçados produzidos pela indústria de Franca ocupam a terceira posição no ranking de exportação da região, com US$ 81,6 mi
Apesar da ascensão do dólar diante da moeda brasileira, a região de Franca registrou queda nas exportações ao longo do ano passado. 
 
Segundo pesquisa do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgada nesta semana, as vendas de mercadorias produzidas na região para o exterior caíram 35,5% no comparativo de 2014 com 2015. De US$ 869,7 milhões arrecadados anteriormente, esse montante passou para US$ 560,6 milhões no último ano.
 
Pelo levantamento, as produções de açúcar, grãos e calçados são os principais responsáveis pelas exportações regionais. Somente de açúcar e produtos de confeitaria, o volume exportado chega a US$ 270,1 milhões. 
 
As sementes, frutos oleaginosos e os grãos aparecem na sequência e correspondem a US$ 87,1 milhões. Os calçados produzidos pela indústria de Franca ocupam a terceira posição no ranking de exportação da região, sendo responsáveis por US$ 81,6 milhões do total acumulado.
 
Na análise apresentada, o Ciesp também aponta China, Rússia e Índia como os principais destinos e revela a cidade de Guaíra, como a maior localidade exportadora da região, graças às usinas de açúcar.
 
Calçados
Para o presidente do Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão do Couto, o cenário atual não é diferente, porque as exportações de calçados estão estagnadas no patamar de 3 milhões de pares desde 2009, mesmo com a contínua alta do dólar nos últimos dois anos. 
 
“Isso preocupa o setor, porque mostra que houve uma perda da cultura de exportação. Os calçadistas francanos, que chegaram a exportar 15,5 milhões de pares em 1993, deixaram de vender para outros países e voltaram suas atenções para o mercado interno, que na época era promissor”, disse o presidente do Sindifranca.
 
O diretor do Departamento Relações Internacionais e Comércio Exterior do Ciesp, Vladimir Guilhamat acredita em uma recuperação da cultura exportadora por parte dos empresários, porém, ressalta o papel do governo em se atentar para a alternativa que o comércio exterior oferece à recuperação econômica do país.
 
“A manutenção da taxa de câmbio é fundamental, mas não é suficiente. Além da recuperação do mercado internacional, ainda existem incertezas que a atual crise doméstica traz ao setor privado.”
 
Commodities
De acordo com Guilhamat, o açúcar foi o que teve o pior desempenho entre os três produtos, motivado principalmente pela queda do seu preço internacional em mais de 20%. “Os grãos, como a soja, amenizaram a perda em valor com o aumento do volume embarcado e os calçados, ao contrário, teve redução de valor de 6,8% frente a 2014, em parte pelo encolhimento do total exportado”, disse o diretor do Ciesp.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários