Escolas de Samba de Franca criticam Prefeitura por reduções no Carnaval


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Arquibancadas montadas para o Carnaval, no bolsão de estacionamento em frente ao Parque de Exposições ‘Fernando Costa’
Arquibancadas montadas para o Carnaval, no bolsão de estacionamento em frente ao Parque de Exposições ‘Fernando Costa’
Após serem surpreendidas com o corte de um dos três dias de desfiles, as escolas de samba de Franca estão revoltadas com a estrutura da passarela “José Renato Rosa”. Entre os problemas apontados pela Uesf (União das Escolas de Samba Francanas), estão a quantidade de arquibancadas, falta de cobertura contra chuva e limites na iluminação e sistema de som. “Era melhor a Prefeitura ter assumido que não dava para ter Carnaval, do que fazer desse jeito”, disse Mateus Cornélio, presidente da Uesf. 
 
Para ele, a estrutura montada até agora demonstra uma grande redução do espaço. “Diminuíram tudo, as arquibancadas estão com um modelo diferente, com menos degraus, acredito que ficou um quarto do que tinha nos anos anteriores”, disse o presidente. 
 
Segundo ele, também não deve haver uma tenda onde as escolas faziam concentrações.
 
“O tempo vai ser bem apertado, porque serão apenas dois dias. A Prefeitura disse que a passarela só será iluminada até as 2 horas da madrugada. Aí, as últimas escolas podem ser prejudicadas, se atrasar o desfile”, afirmou Cornélio.
 
Ele também critica a estrutura de som, que parece não ser potente, e o corte nos dias de folia. Na sexta-feira, era realizado o ensaio técnico e as escolas apresentavam seus enredos, o que não acontecerá neste ano.
 
O presidente da escola Aliados da Santa Cruz, José Paulo de Melo, também está insatisfeito. Segundo ele, apesar de a Prefeitura ter anunciado que haveria reduções, não foram informados os detalhes dos cortes. “Ficamos decepcionados com a estrutura. Pelo que sentimos até agora, essa será a pior passarela dos últimos tempos”, afirmou.
 
Prefeitura 
De acordo com a responsável da Prefeitura pela organização do Carnaval, Daniela Honório, devido à situação financeira atual, alguns aspectos da infraestrutura da festa precisaram ser revistos para que fosse possível realizar o evento. Uma das mudanças em relação ao ano passado, foi a retirada do camarote. Segundo Daniela Honório, além da questão econômica, o espaço não recebia o público suficiente e vinha sendo reduzido.
 
De acordo com a ela, ainda não é possível afirmar se a capacidade da estrutura da passarela diminuirá. No ano passado, o local comportava mais de 3 mil pessoas. “O projeto de montagem é avaliado pelo Corpo de Bombeiros, e não podemos afirmar qual a capacidade de público antes do parecer definitivo, que ainda não foi feito”, afirmou.
 
Quanto à iluminação, ela garantiu que as luzes só serão desligadas após a passagem da última escola de samba na passarela. Já sobre ensaio técnico, não foi solicitado pelas escolas, segundo Honório. A montagem das estruturas deve seguir até sexta.
 
A Prefeitura definiu que os desfiles acontecerão no sábado e no domingo, mas a partir de hoje, um trecho da rua Orozimbo Campos, que cruza a Passarela do Samba, e outro da avenida Chico Júlio serão interditados para montagem dos equipamentos complementares para os desfiles.
 
Fantasias e acessórios
A folia também está fraca nos setores comerciais. As lojas que comercializam adereços e acessórios para o Carnaval sentiram uma diminuição nas vendas deste ano. Entre os motivos estão a data da folia, que antecede o início das aulas nas escolas estaduais e municipais, e o cancelamento da festa em cidades da região. “A falta da festa de Batatais, por exemplo, influenciou a procura pelos produtos carnavalescos”, disse o proprietário da Melica, Jorge Andalaft.
 
Na loja Ilha da Fantasia, o calendário escolar atrapalhou as vendas. “Em comparação a anos anteriores, está um pouco mais fraco, mas nesta semana já sentimos um aumento de movimento em relação aos últimos dias”, disse a vendedora Taíla Ferreira.

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