Dengue e Zika: Perigo está em todos os cantos de Franca


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Apenas nesses primeiros 33 dias do ano, Franca já registrou 353 casos suspeitos de dengue. Os registros estão espalhados por todos os cantos da cidade e levantam o alerta sobre a gravidade da situação. Também transmissor do zika vírus e da febre chikungunya, o mosquito Aedes aegypti, de acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, José Conrado Netto, está em todas as regiões da cidade e somente a eliminação de criadouros poderá evitar que uma nova epidemia, como a registrada no ano passado, se alastre pela cidade. Mas desta vez, com os novos vírus, o perigo se torna ainda mais ameaçador.
 
Apesar de fatal, o perigo da dengue é muitas vezes minimizado pelas pessoas por se tratar de uma doença mais conhecida. Já sobre o zika, que já possui três casos suspeitos na cidade, e da chikungunya, com sete suspeitas e uma confirmação, pouco ainda se sabe sobre os riscos e consequências. 
 
Evidências ligam o zika à microcefalia - má formação do cérebro em bebês - e à Síndrome de Guillain-Barré - doença neurológica. Um homem de 52 anos morreu em Franca, neste ano, após ser diagnosticado com a síndrome. A situação é tão grave que a OMS (Organização Mundial de Saúde) decretou emergência de saúde pública internacional por conta do vírus. 
 
Segundo o médico Homero Antônio Rosa Júnior, que possui 26 anos de experiência, apesar de ter surgido na década de 1940, na África, o zika vírus só começou a ser realmente estudado nos últimos meses e, por isso, ainda é difícil falar sobre as suas consequências. O mesmo acontece com a chikungunya. 
 
“Hoje quando falamos do zika e da chikungunya, trabalhamos apenas com evidências e hipóteses, pois ainda não existe um aprofundamento científico mais específico sobre os vírus. Até o momento, sabemos que o zika pode atacar o sistema nervoso central e, no caso dos fetos, até o quarto e quinto mês de gestação, pode afetar o desenvolvimento da criança, mas tudo isso ainda está em estudo.”
 
Ainda segundo o médico, em 80% dos casos, os pacientes com zika vírus não apresentam sintomas. Por isso, em muitas vezes, a doença não é diagnosticada corretamente. Já nos outros 20%, os sintomas são leves e as vítimas não procuram auxílio médico. 
 
“No início, acreditava-se que a chikungunya não matava, mas alguns casos já foram registrados. Assim como na dengue, existem evidências de que as mortes ocorrem em pacientes que já possuem outras doenças crônicas e, com o sistema imunológico mais baixo, acabam vindo a óbito. Porém, também não é possível afirmar isso”, disse. 
 

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