Exemplo de trabalho, Ronaldo Reche perde a vida em acidente, aos 54 anos


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Morreu na Santa Casa de Misericórdia de Franca, dia 30 de janeiro, 9h30, Ronaldo Donizete Reche, aos 54 anos. Ele foi internado dia 22 de janeiro, já em estado de coma, após ter sido atropelado na moto que conduzia por um caminhão-guincho, na região do posto de Franca da Autovias, na rodovia Cândido Portinari.

Voltava do trabalho de cobrador que exercitava para empresa na qual trabalhou pelos últimos cinco anos. Com politraumatismo, recebeu a atenção médica da Santa Casa até dia 30, quando o hospital notificou a família sobre sua morte.
 
Deixou, viúva, a senhora Dinalva Neves Pereira Reche, depois de 33 anos de casamento. Do enlace, duas filhas (Cristiane, casada com Eudes Santos Guimarães; e Bruna), e duas netas, Maria Eduarda, de 4 anos e Isabela, de 8 anos.
 
Ronaldo esteve dedicado ao trabalho desde muito jovem. Atuou na Amazonas Produtos para Calados, na Evia e na WA, indústrias de borracha. Também, nos curtumes Bela Franca e Della Torre, além da indústria de calçados N. Martiniano. “Papai e mamãe sempre foram honrados e trabalhadores. Ela costurou calçados, foi funcionária de curtume, babá, empregada doméstica.
Hoje trabalha como auxiliar de limpeza em clínica odontológica. Os dois nunca nos deixaram faltar nada. Por anos, ele também organizou excursões para famílias, e isso o encantava”, disse Cristiane.
 
Dinalva confirma. “Ronaldo era responsável demais. Nas excursões, ele se soltava, virava um crianção, menino de novo. A maior alegria dele era ter famílias viajando nos passeios que organizava e, quando possível, comigo e as filhas junto. Fomos muitas vezes a Aparecida do Norte e para a praia. Viagens inesquecíveis”, disse.
 
Cristiane contou que a partida de seu pai, sem aviso, sem que a família pudesse se despedir dele, foi a pior coisa que enfrentou na vida. “Foi muito sério em tudo o que fez e na educação que nos deu, mas brincalhão e companheiro, marido presente, pai e avó inesquecível. Nunca vamos esquecer os passeios de fim de semana que fizemos com ele, as sorveterias, as bolotas. Como esquecer dele, de seus conselhos sempre úteis, de sua presença querida?”, disse, emocionada.
 
Dinalva afirmou que a partida do marido, da forma que ocorreu, foi desesperadora. “Fique muito revoltada, fui contra Deus. A partida dele foi brutal. Se o acidente tivesse sido fatal, o sofrimento seria menor. Estive perto dele todo o tempo do coma. Eu tinha esperança. Dizia a mim mesma que ele iria melhorar, mas não. No sepultamento, pedi perdão a Deus e a meu marido por não ter conseguido fazer nada para salvá-lo. Também agradeci pela herança que me deixou, nossas duas filhas que se tornaram quatro, pelas netas que delas ganhei. Agora a gente tem que seguir em frente, como ele certamente pediria, se pudesse”, disse.
 
O velório de Ronaldo aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Tedesco, foi feito no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, às 9 horas do dia 31, domingo. Na sexta-feira, dia 5, 19 horas, será celebrada missa de sétimo dia por intenção da alma de Ronaldo, na Capela São João Batista, Jardim Noêmia.
 
Missa de sétimo dia será celebrada dia 5, na Capela São João Batista, 19 horas.
 

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