Força-tarefa arma guerra contra a dengue em bairros da zona Oeste


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Participantes do mutirão operam drone para obter imagens em imóvel de difícil acesso durante ação contra a dengue neste sábado
Participantes do mutirão operam drone para obter imagens em imóvel de difícil acesso durante ação contra a dengue neste sábado
Uma ação organizada pelo Comitê de Mobilização Social contra a Dengue levou ao Parque São Jorge e Vilas Guilherme e Formosa, na zona Oeste da cidade, cerca de 70 pessoas para um arrastão contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus, na manhã de ontem. Alertados pelas sirenes do Corpo de Bombeiros, os moradores não ficaram indiferentes ao movimento e ocuparam as calçadas para entender o que estava acontecendo.
 
“Fui pego de surpresa. Imaginei que tivesse acontecido algum acidente aqui na rua, mas quando fiquei sabendo que era uma ação contra a dengue, achei bom. Está complicado”, disse o morador da rua Irênio Grecco, Diego Leandro Barbosa. “Eu achei que estivesse pegando fogo em algum desses matagais que tem por aqui”, disse a vizinha Adrielly Carolina de Souza.
 
Fizeram parte da força-tarefa representantes da Vigilância Ambiental, Defesa Civil, empresa Seleta, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, agentes comunitários do PSF (Programa de Saúde da Família) e voluntários, que seguiram um esquema de ação que incluiu visita casa a casa e a estabelecimentos comerciais para identificação de focos. “Além de explicar como evitar a proliferação do mosquito, estamos distribuindo folhetos e colando cartazes nos estabelecimentos comerciais. Isso serve também como alerta para a população: ao ver os informativos, ela pode observar os sintomas das doenças e procurar por atendimento, caso se identifique”, disse a agente da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), Eunice de Melo. 
 
Fora o trabalho de conscientização e vistorias, foram realizadas ações efetivas de destruição de criadouros. Em uma das residências, por exemplo, um foco com larvas do mosquito foi encontrado em uma caixa d’água descoberta. Uma das equipes se mobilizou para esvaziá-la, limpá-la com água sanitária e tampá-la com material apropriado levado por eles. Os vizinhos que acompanhavam a mobilização apoiaram a iniciativa e se disseram motivados a combater os potenciais criadouros do Aedes.
 
De acordo com a Secretaria de Saúde, trabalhos do tipo continuarão a ocorrer, aos sábados, até o fim de março em vários pontos da cidade. Neste ano, até a data de ontem, 280 casos suspeitos de dengue foram registrados em Franca.
 
O drone
Uma novidade que chamou a atenção na ação do Comitê de Mobilização Social contra a Dengue foi a utilização de um drone: aparelho operado por controle remoto capaz de captar imagens aéreas. Sua utilização será útil em terrenos murados e residências desocupadas. Por meio de seus registros, a Vigilância espera identificar possíveis focos do mosquito e tomar providências.
 
“A ideia de usar o drone partiu de voluntários da Nex Drones. A intenção é que a partir dele possamos encontrar criadouros como caixas d’águas destampadas e piscinas suspeitas em locais fechados”, disse o chefe da Vigilância Ambiental, José Conrado Netto. “Quando encontrados, acionamos o dono para que nos receba e, caso não seja encontrado, solicitamos um mandado judicial para entrarmos no imóvel e agirmos”.
 

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