‘Reza que passa’


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Sob esse título, o caderno ‘Equilíbrio’ da Folha de S. Paulo, eme 24/11/15, publicou texto em que a autora, Cláudia Collucci, relata experiência da médica e professora universitária Maria Inez Gomes, ela que, ao visitar seu psiquiatra para tratamento de depressão, ouviu do médico a orientação: ‘reza que passa’. Informa, ainda, que se trata de orientação da Associação Mundial de Psiquiatria. 
 
Recentemente, o órgão aprovou documento em que declara a importância de incluir-se espiritualidade, tanto no ensino quanto na pesquisa e prática da Psiquiatria, proclamando a correlação do lado espiritual da pessoa e seu bem-estar. 
 
Não é novo o entendimento de que a nossa mente movimenta energias que agem segundo o que pensamos, podendo influir sobre nossas células e moléculas a ponto de reorganizá-las ou desarranjá-las, tendo já sido demonstrada desarmonizadora alteração de moléculas da água, submetidas ao influxo de pensamentos de raiva, ódio ou tristeza. O contrário ocorre se o fluxo mental for de amor, paz, perdão.
 
O Espiritismo ensina que a expressão dos bons sentimentos, que envolvem o processo mental da prece, da oração, que nos promoverá a saúde e o bem-estar, por sua vez, independe de que sejamos adeptos de uma religião instituída, posto que o nosso contato psíquico com a divindade e, por consequência, com os pródigos recursos na natureza, é, em si mesmo, uma religação com o Criador. 
 
Daí entender-se porque referida associação e outras entidades do gênero não exercerem qualquer imposição de religião aos pacientes que buscam os benefícios da nossa própria convicção. Indica espiritualidade, respeito aos superiores desígnios e fé em que, na condição de filhos do dono do laboratório da vida, somos seus legítimos beneficiários. 
 
Como ninguém se eleva moralmente sem que faça o bem e tenha perdoado, o ‘reza que passa’ requer harmonizemos com as Supremas Leis de Justiça.
 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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