‘Era coisa de cabeleireirinho de esquina’


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Peritos registram galões encontrados no interior da fábrica
Peritos registram galões encontrados no interior da fábrica
Você possui sua própria marca, mas é suspeito de falsificar produtos da L’Oreal. O que tem a dizer?  
Nós fizemos uma ‘coisinha’ terceirizada e pequena. Colocamos a marca deles, que era a única coisa que não podia e que a gente não faz mais. Foi só isso, não tem problema nenhum.
 
A L’Oreal ou algum representante sabia que sua empresa fazia isso?  
Não. Não sabia. Era gente pequena que pedia dez caixas só. Coisa de ‘cabeleireirinho de esquina’. Não tem nada a ver.
 
E vendiam com o valor igual ao da empresa?  
Vendíamos a um preço menor. Tinha um valor melhor, o pessoal pedia e a gente foi fazendo. Era como uma empresa terceirizada que vendia um produto. Faz só quarenta dias que estamos fazendo isso. 
 
Sobre a venda para as capitais e cidades do interior de São Paulo, Minas e Distrito Federal...
Vou explicar. A pessoa vem, compra dez volumes e sai no trevo, você não sabe para onde vai. Não tem pedido formalizado. Nem sei quem é o cliente que compra. Mas não tem problema nenhum. Meu produto é tão bom que ninguém viu. É aceito em toda prateleira. Eu fui o único que conseguiu superar a qualidade que eles têm. Fiz e faço melhor.
 
 

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