Depois da Pastoral do Menor, na tarde dessa sexta-feira, foi vez do Ceprol (Centro Promocional Nossa Senhora de Lourdes) dizer sim à proposta feita pela Prefeitura de Franca de pagar R$ 120 mais subsídios por mês por aluno para o atendimento de crianças de 6 a 11 anos no período contrário à escola.
A decisão foi tomada durante uma reunião no gabinete do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), que durou cerca de uma hora. Participaram do encontro as secretárias municipais Gislaine Peres (Ação Social) e Fabiana Sampaio (Educação), o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) e representantes do Ceprol e da Infacape (Instituição Família “Caetano Petráglia”).
Na semana passada, depois de protestos na Câmara Municipal para tentar impedir a votação de um projeto de autoria do prefeito que repassava os recursos municipais a outras duas entidades (Ijepam e Amafem) e ameaçava acabar com o atendimento a 477 crianças, representantes das entidades participaram de uma reunião e receberam a proposta da Prefeitura de receberem R$ 120 por criança por mês, mais subsídios como alimentação, transporte, material didático e outros.
No encontro, ficou acertado que as entidades teriam até ontem para dar uma resposta.
Mesmo afirmando que o valor pago é insuficiente para cobrir os custos, o Ceprol decidiu aceitar a oferta da Prefeitura. Em uma nota, afirmou que pesaram na decisão os apelos feitos pelas mães dos alunos. “Consideramos a insistência de muitas famílias para que suas crianças continuassem sendo atendidas pelo Ceprol.” Com isso, o atendimento das 141 crianças do centro será mantido.
Quanto à Infacape, o representante da instituição na reunião, João Roberto Abrão, disse que ainda não houve acordo. “Nós decidimos consultar o promotor de Justiça Augusto Soares de Arruda Neto, que é o curador da Infacape. Só depois devemos nos pronunciar.” A previsão é que a instituição tenha uma resposta até quinta-feira.
Atendimento
O prefeito Alexandre Ferreira comemorou o acordo com a Ceprol. “Nunca tivemos a intenção de acabar com o atendimento dessas instituições. Foram elas que não quiseram aceitar o valor proposto. Então, fico feliz com a manutenção da parceria.”
O prefeito disse que agora as entidades devem se reunir com a secretária de Educação para definir o plano de trabalho, que será desenvolvido com as crianças. “Nossa intenção é que esteja tudo pronto até o início das aulas, marcado para 15 de fevereiro.”
Com o sim do Ceprol, agora serão 827 crianças atendidas no contraturno por quatro instituições (Ceprol, Pastoral do Menor, Ijepan e Amafem).
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