A rápida proliferação do mosquito aedes aegypti, responsável pela transmissão do zika vírus, da dengue e da chikungunya, tornou-se o principal motivo de preocupação das autoridades de saúde do mundo todo. Após o pânico causado pelo ebola, que causou milhares de mortes em países da África, com reflexos em todo o planeta, agora chega a vez do zika, que está estreitamente ligado ao nascimento de crianças com microcefalia. O Brasil está no centro da questão, pois o transmissor ainda não encontrou uma barreira eficiente, fazendo milhares de vítimas a cada ano, com muitas mortes. O zika, ainda por aqui, já teria causado mais de 4000 casos de microcefalia, havendo ainda mais de 3 mil suspeitos investigados pelo Ministério e Secretarias estaduais e municipais da Saúde. Hoje, a infecção já atinge outros países da América Latina.
Ontem, a OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que o vírus zika poderá atingir de três a quatro milhões de pessoas nas Américas. No Brasil, a estimativa é que 1,5 milhão de pessoas sejam afetadas. Projeção semelhante já foi apresentada pelo Ministério da Saúde. O diretor do departamento de doenças transmissíveis da Opas/OMS (Organização Pan-Americana de Saúde), Marcos Espinal, afirmou ainda que o zika pode se espalhar para fora das Américas, devendo chegar a todos os países onde há a presença do mosquito Aedes aegypti. Hoje, 23 países das Américas já confirmam casos autóctones (adquiridos no local) de zika. Diferentemente do ebola, porém, a transmissão pode ser mais facilmente combatida. Marcos Espinhal garante se o mosquito for controlado, é possível controlar a doença.
Além dos Estados Unidos, a França, o Reino Unido, a Alemanha, o Canadá, a Austrália e o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças já emitiram alertas para que gestantes evitem viajar ao Brasil em razão do risco de exposição ao vírus zika. O controle da proliferação, defendido pela OMS, mostra-se bastante difícil, já que há uma grande dificuldade de acabar com a eclosão das larvas do aedes aegypti. Nem a maciça propaganda levada a efeito pelos órgãos oficiais de saúde e muito menos a orientação levada a efeito nas escolas tem sido positiva. A dengue, desde 1986, vem apresentando períodos de surto e todas as formas de combate ao mosquito transmissor ainda não provaram a sua eficácia. A resposta passa pela própria população, que ainda não entendeu que deve manter a vigilância em suas casas para acabar com os criadouros do aedes aegypti. Só se todos nós agirmos desta forma conseguiremos nos livrar da nova ameaça que preocupa o mundo atualmente.
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