Um dia depois da rua Marcos Teixeira Silva, no Jardim Palestina, ficar tomada pela água da chuva, uma equipe da Defesa Civil esteve no local. Segundo o engenheiro civil Marcos Vinícius Matias Costa, uma das 12 casas atingidas pela enchente precisou ser interditada.
O engenheiro disse que a casa apresenta rachaduras nas paredes e no chão de vários cômodos. “Recomendamos à família que deixasse o imóvel.” Ele ainda afirmou que a Defesa Civil não tem competência para obrigar a família a deixar a casa. “O que fizemos foi um laudo atestando o enorme risco, se continuarem ali”.
A dona da casa, Divina Silveira Santos, de 54 anos, mora no imóvel há cerca de um ano. Segundo ela, está é a terceira vez que a casa é invadida pela água. “Já procurei uma advogada. Vou processar quem me vendeu esse imóvel. Ainda nem pagamos o financiamento e agora temos de sair.” Até o fechamento da edição, ela e o marido José Gomes ainda estavam no imóvel mesmo com o risco de desabamento. “Não temos para onde ir. Estou desesperada.”
Também na manhã de ontem, o secretário de Planejamento Urbano, Nicola Rossano, esteve no local. “Esse loteamento foi aprovado em 1990 e, de fato, não possui galerias para a drenagem da água pluvial, o que acabou ocasionando essa situação.”
O secretário disse que, no ano passado, a Prefeitura fez uma obra na mesma rua, mas, como o volume de chuva foi muito alto, ela não foi suficiente. “Agora vamos fazer um redimensionamento do volume e um projeto para o escoamento da água, o que deve resolver o problema de enchentes.”
Quanto ao muro que desabou na rua Macapá, no Jardim Brasilândia, no início da noite de quarta-feira, o engenheiro Marcos Vinícius disse que foi descartado o risco desabamento.
No final da tarde de ontem, uma pancada de chuva fez o córrego dos Bagres transbordar na avenida Antônio Barbosa Filho, que ficou interditada por cerca de 15 minutos. Na região, a rodovia que liga Igarapava e Rifaina foi interditada, após o asfalto ceder.
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