Os motoristas que abastecem em Franca encontraram um valor até R$ 0,40 mais alto nas bombas de combustíveis da cidade. Desde ontem, o preço cobrado pelo álcool nos postos bandeirados tem sido cerca de R$ 2,79, o da gasolina R$ 3,69 e o do diesel R$ 2,99. De acordo com o último levantamento a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), as médias encontradas em Franca para os três combustíveis eram, respectivamente, R$ 2,45, R$ 3,54 e R$ 2,89, até o último dia 23. Em alguns estabelecimentos, o álcool era vendido a R$ 2,39.
“O combustível no Brasil é muito caro e não para de subir. Dos R$ 30 que abasteci, R$ 7,99 eram impostos. Dava para ter colocado dois litros a mais”, disse a comerciante Maria do Carmo da Silva. “Nossa, o álcool foi para R$ 2,53!”, disse surpreso o músico Fabiano Ribeiro ao conferir o preço na bomba. “Eu não tinha reparado. Outro dia mesmo estava comemorando que tinha abaixado para R$ 2,39. Mas é isso aí, o brasileiro já está se acostumando a sempre pagar a conta. A gente se vira nos 30.”
De acordo com o Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo) de Franca, não se trata de um aumento, mas de uma “readequação de valores”, já que o combustível vendido nos últimos dias estaria sendo fornecido com desconto pelas distribuidoras. “O Sindicom, grupo formado pelas distribuidoras Shell, Ipiranga e BR, estava oferecendo desconto aos revendedores. Mas isso foi cortado recentemente. Com isso, o combustível voltou ao seu preço normal”, disse o presidente do sindicato, Marco Antônio do Nascimento.
Ainda segundo ele, os preços que ainda se mantém no valor antigo devem mudar tão logo termine o estoque do combustível comprado com desconto. “Fora o corte do desconto, as chuvas não têm ajudado. O acesso às usinas está muito complicado, provocando o ‘breque’ do carregamento, o que causa impacto no valor do frete”, completou Nascimento.
Para os fornecedores, o cenário ainda é incerto. Embora o desconto do Sindicom tenha chegado ao fim, alguns acreditam que o preço não deva se manter no preço atual por muito tempo, chegando a recuar. “Em Franca, temos muita disputa de mercado e, com frequência, os postos realizam promoções e são seguidos pelos outros numa guerra de preços. Por essa razão, acredito que esse preço, que é o que deveria estar sendo vendido não fosse pelos descontos das distribuidoras, talvez nem se mantenha e baixe nos próximos dias”, afirmou o empresário Célio Rolzão.
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