Inimigo real e bem silencioso


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Nos últimos anos, um dado tem preocupado as autoridades de saúde: o crescimento dos índices de obesidade infantil. De acordo com dados divulgados pela OMS (Organização Mundial de Saúde), a obesidade em crianças menores de cinco anos atingiu taxas preocupantes em países em desenvolvimento. Com base no relatório da organização, pelo menos 41 milhões de crianças com menos de cinco anos são obesas ou estão acima do peso no mundo. No Brasil, a tendência também preocupa, com um terço das crianças acima do peso ou obesas. Segundo especialistas na área da nutrição, a falta de uma orientação e educação alimentar é um dos grandes problemas. E com isso, as crianças estariam comendo pior, ficando cada vez mais sedentárias e adoecendo com mais frequência. É um inimigo silencioso, mas não invisível, já que se pode observar com facilidade o crescimento da obesidade infantil.
 
O assunto é preocupante, pois se vê cada vez mais crianças apresentando problemas de saúde causados pelo excesso de peso, como índices altos da taxa de colesterol, incidência de diabetes e até problemas cardíacos. A geração do fast food está sujeita a uma série de alterações que afetam o seu bem estar, correndo até risco de morrer por causa da falta de uma disciplina alimentar. A Internet e a televisão, que criam uma geração de sedentários cada vez mais novos, contribuem inapelavelmente para este quadro. O consumo cada vez mais frequente de lanches, frituras e refrigerantes, além de alimentos industrializados com alto teor de açúcar, sal e farináceos torna a questão ainda mais séria, embora algumas pequenas vitórias tenham sido conseguidas no sentido de reduzir a utilização destes ingredientes em alguns tipos de produtos alimentícios.
 
Porém, como se pode perceber, só isso não é o bastante. Reverter o quadro só será possível apenas com uma ampla conscientização, de pais e filhos, para a necessidade de uma alimentação saudável e rica em vitaminas e nutrientes benéficos à saúde, aliada à prática cotidiana de exercícios físicos. Do contrário, a escalada da obesidade e dos males decorrentes continuará, colocando as crianças num grupo de risco inexistente há pelo menos três décadas. É necessário também que nossas autoridades atuem no sentido de criar medidas que permitam a transição dos alimentos nocivos, principalmente os industrializados, para outros mais saudáveis, hábito que deve começar nas escolas. É possível vencer esta batalha, mas isso depende de uma união de esforços. Não há como esperar, pois não podemos mais ver nossas crianças sofrendo de problemas graves de saúde por causa do estilo de vida que levam nos dias de hoje. 
 
 
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