A rede Magazine Luiza colocou em prática, nesta semana, um projeto de reestruturação que enxugará o quadro de colaboradores dos escritórios da empresa. As demissões atingem quatro unidades administrativas, incluindo a de Franca, e seria um reflexo do cenário econômico atual. Procurada, a varejista não se pronunciou sobre os desligamentos ou sobre como está sendo feito o processo.
A medida é uma das primeiras ações comandadas pelo presidente do Magazine, Frederico Trajano, que assumiu o cargo no começo deste ano. Frederico é filho da empresária Luiza Helena e, até 2015, respondia como diretor-executivo de operações.
As demissões foram confirmadas por meio de informações de bastidores. Fontes ligadas à rede disseram que os cortes não atingem as lojas e estavam sendo estudadas desde o ano passado.
A reestruturação começou ainda na gestão do CEO Marcelo Silva e o enxugamento representa menos de 1% do quadro geral. Atualmente, o Magazine Luiza possui 22 mil colaboradores, além de 780 lojas em 16 estados do país e oito centros de distribuição.
Fora Franca, a rede possui escritórios administrativos em São Paulo, Louveira e João Pessoa (PB), todos atingidos pelos cortes. A empresa não divulgou quais profissionais foram demitidos. Segundo a revista Época, entre eles está um diretor comercial do e-commerce da rede.
Toda a reestruturação, ainda de acordo com a revista, foi proposta após um trabalho de consultoria realizada pela empresa paulista Galeazzi & Associados, em andamento desde o segundo semestre de 2015. Entre os objetivos estão reduzir os gastos e automaticamente deixar os negócios mais lucrativos.
Além das demissões, a rede também estaria revendo valores de aluguéis de prédios, incentivando a economia de energia e retirando benefícios de diretores.
Nos bastidores, a informação é que antes dos cortes nos escritórios, as lojas da rede sofreram uma redução nos quadros, porém de modo mais brando. Ao invés de programar uma demissão em massa, o Magazine deixou de fazer contratações em substituição aos colaboradores demitidos eventualmente ou que pediam demissão. A determinação foi repassada para todas as lojas e somente colaboradores considerados essenciais eram repostos.
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