Um acidente grave nessa segunda-feira deixou mais evidente os problemas do trânsito de um trecho da avenida Hélio Palermo. Um menino de 10 anos foi atropelado por um Palio na parte da avenida próximo à rua Sargento Aldrovander Bueno Marques.
Segundo a Polícia Militar, a criança estava correndo atrás de um cachorro e cortou a frente do carro, que seguia pela avenida. O menino foi levado para UTI da Santa Casa e entubado, ontem, sua situação era estável.
Segundo as pessoas que moram perto do local, o acidente não foi um caso isolado. “Aqui tem acidente quase todo dia. Na terça-feira, duas motos colidiram e um ferro ficou preso na perna de uma das vítimas”, disse o torneiro mecânico, Reinaldo de Souza, 42.
A reportagem esteve no local pela manhã de ontem e podiam ser vistos, perto da calçada, pedaços de peças de faróis e vidros de automóveis.
Além do risco no local ser frequente, o problema já dura anos sem solução. “Faz 20 anos que estamos aqui, já pedimos sinaleiro ou alguma mudança na ordem do fluxo na ponte da avenida”, disse a proprietária de uma distribuidora de gás na região, Ivanete Aparecida Mendes, 50. Segundo ela, uma idosa já morreu no mesmo lugar que o menino foi atropelado.
O trânsito no trecho incomoda também pedestres e ciclistas. Para quem anda a pé e precisa cruzar a avenida, é preciso ter paciência ou correr para conseguir passar. “É muito difícil andar aqui, já vi gente morrer atropelada e fico com medo de atravessar”, afirmou a sapateira aposentada, Maria das Dores de Souza, 58.
Apesar de uma placa indicar o limite de 40 quilômetros por hora, os veículos passam em alta velocidade na avenida, o que aumenta o risco de colisões. “Já pedimos sinaleiro, lombada, mas até agora não resolveu nada e fica acontecendo acidentes”, disse o sapateiro Wilson Durigan, 57.
Uma loja de máquinas na esquina da rua José Pimenta com a Hélio Palermo, próxima ao trecho polêmico, virou ponto de ajuda para as vítimas dos acidentes. “A gente socorre, liga para Bombeiros, polícia... Não estamos aguentando essa situação. Está uma vergonha!”, disse o proprietário da loja, Francisco Eduardo Machini, 51.
Outra preocupação de quem conhece a rotina nesse ponto da Hélio Palermo é o fluxo de crianças e jovens com o retorno das aulas, que acontecerá em breve. “Os meninos vêm da escola ‘João Marciano’ e tem que se arriscar na avenida”, disse o vendedor de poupas de fruta Regis Serafim, 61.
Soluções
De acordo com o secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buranelli, a instalação de um semáforo ou uma lombofaixa não são viáveis nessa região da avenida Hélio Palermo. “O semáforo vai travar o trânsito e a lombofaixa não serve para conter velocidade”, disse o secretário. Buranelli afirmou que enviará um ofício para a Polícia Militar solicitando fiscalização eletrônica com radares no trecho, para coibir o excesso de velocidade.
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