Morreu Salvador Lemes, mecânico de grandes empresas, aos 83 anos


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Salvador Lemes foi sepultado no Santo Agostinho, dia 24
Salvador Lemes foi sepultado no Santo Agostinho, dia 24
Morreu, dia 24 deste mês, domingo, na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Misericórdia de Franca, Salvador Lemes, aos 83 anos. Foi internado em 13 de janeiro, para socorro de urgência, depois de ter o fêmur fraturado por queda em sua casa. Passou por cirurgia e iniciou complicado processo de recuperação.
 
No domingo, 17, foi acometido por embolia pulmonar. Seu organismo passou a registrar falências de órgãos. O óbito se deu às 6h30.
 
Deixou, viúva, a senhora Cecília Aparecida Lemes, que está internada no Lar de Ofélia, com Alzheimer terminal. Tiveram 53 anos de casamento, duas filhas (Rita, divorciada; e Kátia, casada com Agenor Arantes. O casal também considerava como filha a neta Karen, do primeiro casamento de Kátia, acolhida quando tinha 6 meses). Tiveram mais cinco netos (Beatriz, Cainan, Rosa, casada com Rafael Cáceres; Vera e Clara). Também seis bisnetos, Maria Júlia, Ítalo, Letícia, Isaac, Laysa e Gael.
 
Salvador e Cecília moraram muito tempo na roça. Quando resolveram se mudar para a “cidade grande”, tratou de aprender ofício e se deu bem como mecânico. “Profissionalizou-se ao máximo que pode”, disse Karen. Orgulhava-se da grande quantidade de títulos de cursos e treinamentos que fez. Competência titulada, trabalhou por anos na Empresa São José, na Santa Emília Veículos, na Amazonas. 
 
Atuou também na antiga Caic, empresa de Franca, de motomecanização do Departamento de Engenharia e Mecânica Agrícola, vinculada à Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo. “Viajou muito, fez amizades duradouras em várias cidades e alcançou muito respeito por suas especialidades”, disse Karen.
 
“Meu avô e pai fez o que pode por mim. Aproveito essa oportunidade de contar sua história para agradecer-lhe publicamente. Fiz faculdade e fiz com muita dificuldade. Se pagava o curso, não tinha dinheiro para as outras despesas, principalmente para pagar o ônibus que me levava à Unifran. Emociono-me sempre que me lembro dele dizendo que ‘não tinha problema’. Pegava seu carrinho velho e me levava. Para economizar, ficava lá, dentro do carro, me esperando até o fim das aulas, para depois me trazer de volta’, contou ela.
 
Fiel da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Salvador pregava a família como maior bem a ser preservado. “O que aprendeu com os pais, passou aos filhos, ao netos, aos sobrinhos, aos amigos. Nos últimos anos, cismou de cuidar de área de preservação ambiental que temos em frente à nossa casa, no Leporace II. Limpava, plantava árvores frutíferas. Sobretudo, vigiava. Quando via gente atirando lixo ou restos de construção lá, ia atrás das pessoas, discutia, ensinava, até brigava. Quando via que não tinha jeito, denunciava. Foi pai e avô inesquecível, cidadão na verdadeira acepção da palavra”, concluiu Karen.
 
O velório aconteceu no São Vicente de Paulo, sala 2. Sepultamento foi realizado no Cemitério Santo Agostinho, 14 horas, com serviços da Funerária Tedesco, no mesmo dia de sua morte.

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