‘Estou arrependido’, diz acusado de matar a ex


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Corsa é visto diante de residência em Cristais Paulista na noite do crime. Acusado se apresentou ontem ao delegado
Corsa é visto diante de residência em Cristais Paulista na noite do crime. Acusado se apresentou ontem ao delegado
O homem acusado de matar a ex-mulher no último sábado em Cristais Paulista se apresentou à polícia e confessou o crime. No início da tarde de terça-feira, Antônio Marino dos Santos, conhecido como Tonin Perninha, 47, disse ter matado a lavradora Ilsabete Pereira Mota, 41, após uma discussão em um bar. Ele responderá pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio em liberdade.
 
Em depoimento, Marino afirmou que no dia do crime encontrou Ilsabete em um bar da cidade. Ela estava com familiares e amigos e uma discussão entre ele e a irmã (da vítima) aconteceu. O autor afirmou que foi embora, pegou um revólver calibre 32 que havia comprado há alguns anos e, na porta da casa da ex quando ela chegava, efetuou seis disparos. Dois acertaram na mulher e um nas costas do amigo da vítima, Alessandro Gonçalves, de 27 anos.
 
O delegado Djalma Batista, responsável pelo caso, apreendeu a arma do crime após ouvir o acusado. “Segundo sua versão, ao chegar na porta da casa, o Alessandro e a Ilsabete o seguraram pelo braço e ele caiu. Ao levantar, sacou a arma. Disse que disparou apenas para dispersar quem estava ali. Ele também afirmou que achava que a irmã da vítima atrapalhava o relacionamento”, disse Batista.
 
Depois de pretar depoimento, Antônio Marino aceitou falar com a imprensa. Mas foi breve ao comentar o crime: “Tudo que tenho a dizer é que estou muito arrependido do que fiz. Eu amava muito a Ilsabete. Só tenho isso para falar”.
 
Nos próximos dias, Batista deverá ouvir os familiares, além da outra vítima. Por possuir residência e trabalho fixos, não ter sido preso em flagrante e não possuir antecedentes criminais, Marino responderá em liberdade inicialmente. “Vamos aguardar o desenrolar do inquérito e sua finalização para decidir. A Justiça será feita”, afirmou.
 
O crime
Na madrugada de sábado, Ilsabete voltava para casa com sua irmã em um GM Corsa dirigido por Gonçalves, onde também estava a namorada. Por volta de 1 hora, o veículo estacionou na porta da residência dela, na rua Domiciano de Silva, no Centro de Cristais Paulista. Marino, que aguardava nas cercanias, se aproximou em sua moto, sacou um revólver calibre 32 e disparou. 
 
Atingida no peito e na cabeça, a lavradora morreu antes da chegada do socorro. Nas costas, Gonçalves também foi alvejado. Ele foi levado para a Santa Casa de Franca, onde passou por cirurgia. Até o final da tarde de ontem, permanecia internado e seu quadro era estável. 
 
Revolta e tristeza
Em entrevista ao programa Ronda 1030, da rádio Difusora AM, uma tia de Ilsabete se mostrou indignada com o fato de Marino estar livre após se envolver no assassinato da lavradora. “A família está revoltada porque ele não será preso. Tem gente ainda enterrando a menina e ele prestando depoimento na delegacia, de boa (sic.). Ela deixou três filhos pequenos, de 2, 5 e 7 anos, para criar”, disse.
 
Ao falar sobre Ilsabete, a mulher não conteve as lágrimas, nem poupou elogios à vítima. “Ela fazia diferença nesse mundo. Era alegre, trabalhadora e honesta. Agora, está morta. E ele, solto”, finalizou. 
 

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