Joaquim de Faria, conhecido corretor de imóveis, morreu aos 50 anos


| Tempo de leitura: 3 min

Morreu no dia 22, às 15 horas, na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Misericórdia de Franca, Joaquim Pedro de Faria. Tinha 50 anos. Foi internado no dia 22 de dezembro sob suspeita de haver contraído a Síndrome de Guillain Barré, que inflama e paralisa nervos, levando à perda progressiva de movimentos do corpo - exames estão sendo realizados e o resultado só sairá dentro de algumas semanas. Dia 23, sofreu parada cardiorrespiratória, foi ressuscitado e imediatamente transferido à UTI. Seu organismo enfrentou sucessivas e dolorosas crises. Ainda lúcido, restava preocupado com o que lhe poderia suceder, e à sua família. “Não sei se vou resistir. Se algo me acontecer, que vocês não deixem que a tristeza tome conta de ninguém. Permaneçam alegres como sempre os vi a meu lado”, disse à sua irmã Silvia. Em 20 de janeiro sofreu parada cardiorrespiratória e entrou em coma, permanecendo assim até a morte.

Deixou, viúva, Ângela Machado de Faria, com quem viveu 20 anos de casamento. Era filho de Sebastião Pedro de Faria e Esperança Batista de Faria, ambos já falecidos. Teve nove irmãos (Leiza, casada com Laércio Donizeti Manóchio; Lupércio, casado com Tatiane; José, casado com Lúcia; Simone, casada com Valdeci Ferreira Nunes; Beatriz, casada com Pedro Henrique Borges de Freitas; Luciano, casado com Regina; Antônio, casado com Leide; Silvia, casada com Carlos Donizeti Tomé; Bernardo, casado com Karla) e muitos sobrinhos.

Trabalhou como corretor de imóveis por quase 30 anos. “Tinha visão de responsabilidade futura. Não apenas intermediava a venda de imóveis, mas se preocupava com quem comprava. Experiente, auxiliava em tudo, inclusive ajudando a buscar os melhores financiamentos. Queria ajudar quase tanto quanto completar suas vendas. Estava sempre preocupado em que o comprador pudesse erguer a própria casa, para nunca ter problemas”, disse Silvia. “Foi assim comigo. Foi meu maior incentivador para que tivesse minha casa”, completou.

Os traços principais da personalidade extrovertida de Pedro, como a família o chamava, eram suas capacidades de não deixar ninguém triste a seu lado, e de apaziguar diferenças. “Era um campeão da alegria e do companheirismo, seja com pessoas, seja com animais que ele adorava”, disse Silvia. “Ele ria de problemas. Dizia que existiam para serem resolvidos. Se algo saia do eixo, jogava água benta, devolvia a paz a todos. Não deixava que ninguém se preocupasse. Chegava, ouvia, ajudava a resolver e já se sabia que, ao final, lá estaria, de novo, sua fala predileta: ’e então, não sou bonito? Não sou lindo? Digam-me, não sou bonito e lindo? E ria, ria muito, e nós com ele”, contou sua emocionada irmã.

Pedro amava a vida, e amava sua mulher, e amava festas em família. Se não houvesse datas a comemorar, inventava. “Foi assim, em minha casa, uma semana antes de adoecer. Pediu que eu fizesse fotografia dele. Comentei que ele havia ficado muito bonito, quase um modelo. Ele riu e disse que era uma foto digna de jornal. Como sou lindo! Não sou lindo? E gargalhou. Foi a última vez que o vi em sua plenitude. Jamais vamos esquecê-lo. Essa foto escolhemos para sua nota de falecimento e, peço, é a foto que gostaria de ver nesta sua história que hoje o Comércio da Franca conta”.

Joaquim Pedro de Faria foi velado no São Vicente de Paula, dia 23. Para o local acorreram amigos, clientes e também padres do Mosteiro de Claraval, onde sua mãe, Esperança, trabalhou por muitos anos. O sepultamento aconteceu no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras às 16 horas, com serviços da Funerária Tedesco. Joaquim de Faria foi sepultado no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, dia 23

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários