Neste domingo, somos convidados a tomar a Palavra de Deus, como a tomou o sacerdote Esdras, como Paulo apóstolo, e como Jesus, na sinagoga. Todos conseguiram tocar o coração das pessoas com a Palavra de Deus. Eís os textos sagrados reservados para nossa reflexão hoje: Neemias 8 (Primeira Leitura), 1ª Carta aos Coríntios, 12 (Segunda Leitura), Lucas 1 (Evangelho). Vamos aos ensinamentos que contêm, indicações preciosas para que nos aproximemos cada vez do Mestre que se fez homem e habitou entre nós.
Primeira leitura — Neemias 8: Já tinham se passado mais de cem anos da volta do povo de Israel após o exílio da Babilônia, mas esse povo ainda não tinha conseguiu organizar satisfatoriamente a sua vida.
Com o objetivo de revolver essa situação caótica, o grande rei da Pérsia envia Esdras, ‘sacerdote e escriba’ rumo a Jerusalém. Chegando, coloca-se imediamente a procurar as causas essenciais das desordens. Não demora muito para perceber que todos os males lá vividos se originam na completa falta de obediência à Lei.
O trecho da leitura de hoje narra como foi realizada esta primeira e solene celebração da Palavra. Contém orientações úteis também para as nossas celebrações. O dia do encontro com a Palavra de Deus deve ser sempre uma festa.
É a absoluta certeza de que Deus continua falando, acompanhando e guiando o seu povo. É, sobretudo, fonte de grande alegria.
Segunda leitura — 1ª Carta aos Coríntios, 12: O trecho de hoje é a continuação do reservado para nossa leitura no domingo passado, escrito para mostrar aos coríntios que os dons do Espírito não devem conduzir à competição e nem à rivalidade, e sim, à unidade.
O apóstolo Paulo introduz uma comparação muito conhecida na antiguidade. Diz: a comunidade é como o corpo do homem. É composta de muitos membros, e cada um tem sua respectiva função.
Os membros de uma comunidade devem comportar-se da mesma forma: cada um deve cumprir a sua função. E qual é essa função? É o serviço para o bem dos irmãos! Quando a competição, os ciúmes, as invejas tomam conta de tudo, o organismo inteiro da comunidade sofre pesadas consequências. Pode até se desintegrar.
Evangelho — Lucas 1: Durante este ano litúrgico seremos acompanhados pelo Evangelho de Lucas. Escreve cerca de cinquenta anos depois de ocorridos os fatos. O objetivo da sua obra é dar bases sólidas à fé dos cristãos das suas comunidades. É este o convite que nos é feito neste ano. Se participarmos fielmente de todas as celebrações dominicais da palavra de Deus, chegaremos ao fim mais convencidos de que é realmente verdadeira a fé cristã que vivemos.
A segunda parte da passagem deste dia apresenta-nos o começo da vida pública de Jesus. Num sábado, durante a celebração da Palavra na sinagoga de Nazaré, ele anuncia o programa do seu ministério.
O modo como Jesus explica a leitura nos mostra como deve ser feita uma boa homilia. Ela deve ser, acima de tudo, o anúncio da alegria por aquilo que Deus fez por nós; deve ainda iluminar o dia de hoje, isto é, as situações concretas da vida do homem.
Deve sempre mostrar como, e onde, se concretiza esta salvação. Jesus resume o seu projeto em poucas palavras: libertação do homem de qualquer escravidão!
Monsenhor José Geraldo Segantin
pároco da Catedral, vigário geral - segantin@comerciodafranca.com.br
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