Morreu Iracema, viúva de Caetano Caprício, patrono de escola


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Iracema foi sepultada ontem, no Cemitério da Saudade
Iracema foi sepultada ontem, no Cemitério da Saudade
Morreu no primeiro minuto de ontem, sábado, dia 23, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Regional, a senhora Iracema Ferreira Caprício, acometida de falência múltipla de órgãos. Tinha 98 anos. No dia 18, foi internada com pneumonia leve. No dia 21, enfrentando complicações, especialmente de respiração, foi transferida à UTI. A fragilidade própria da idade não lhe permitiu mais reagir.
 
Há 30 anos, Iracema ficou viúva de Caetano Caprício, conhecido por sua carreira no antigo Banespa, onde chegou, por sucessivas promoções, a integrar a direção da instituição em São Paulo. Do casamento, tiveram duas filhas (Clarice, viúva de Anselmo Alves de Andrade; Maria Zélia, casada com Antônio Celso do Carmo), dois netos (Daniela e Simone, casada com Jorge Tabah) e uma bisneta, Manuela.
 
Iracema morou, nos últimos anos, na residência da filha Maria Zélia. “Foi sempre independente. Morou sozinha após a morte de papai, mas houve um tempo em que, idade mais avançada, passou a sofrer quedas que lhe tiraram muito de sua qualidade de vida. Passei a cuidar dela, e foi um tempo de dedicação, a mesma dedicação com a qual nos criou, a mim e Clarice”, disse ela.
 
Uma das maiores alegrias da vida de Iracema foi vivida por ela quando o marido de sua filha Clarice, o professor Anselmo de Andrade, fundou escola em Franca, e lhe deu o nome de Caetano Caprício. Iracema lhes proporcionou área na rua Manoel Valim, bairro Capelinha, em Franca, onde foi erguida a sede da escola. Dirigida por Anselmo até sua morte, a Escola “Caetano Caprício” passou ao comando de sua viúva Clarice, e das filhas Daniela e Simone, consolidando-se com uma das mais conceituadas e respeitadas da educação francana.
 
Simone considera sua avó uma mulher forte, sintonizada com as necessidades da família e pronta a fazer o necessário para dar solução a tudo. “Vovó era muito presente, mãe duas vezes, como se diz. Em sua simplicidade, tinha sempre prontos doces, bolos ou vitaminas para nos oferecer. Nos reunia, nos paparicava e, desta forma, ficava sabendo de tudo o que precisava saber. Não pensava duas vezes para intervir e nos facilitar soluções. Coisas de vó”, disse a neta.
 
Maria Zélia concorda. “Professoras, eu e minha irmã viajamos muito para lecionar, seja na região de Franca, seja em São Paulo. Mamãe deixava tudo para nos acompanhar e garantir que não estivéssemos sozinhas fosse lá onde fosse. Levava suas costurinhas e aguardava, pacientemente. Sempre nos deu grande segurança. Fomos muito felizes com ela e com papai”, concluiu. 
 
O velório foi realizado no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, aconteceu ontem, sábado, 23, 16 horas, no Cemitério da Saudade.

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