O Nordeste do nosso país enfrenta crescente epidemia de microcefalia, o que vem gerando muitas dúvidas e preocupações a médicos e na população.
Há suspeita de que os casos verificados decorram de infecções nas gestantes, provocadas pelo mosquito Aedes Aegypti, como vetor da Dengue, Chikungunya e Zika, principalmente esta última, conquanto faltem dados mais robustos a permitirem conclusões.
Fácil deduzir-se, referida malformação determinará menor massa encefálica da qual poderão decorrer deficiências físicas e mentais.
Ante tais constatações, alguns grupos de defesa de direitos humanos postulam autorização judicial para que as gestantes, nos casos diagnosticados com a doença, possam optar pelo aborto, que seriam praticados em clínicas médicas, livres de cominações criminais.
Contudo, se o espírito é preexistente à vida física, as condições desta vida hão de corresponder às necessidades redentoras da consciência reencarnada.
Desse ponto de vista, conclui-se que interromper a gestação é impedir que o espírito a finalidade determinante de seu renascimento.
Levada em conta a preexistência do espírito, jamais se justifica a prática do abortamento, posto que a causa da enfermidade não está no físico e sim na essência do ser, que suplicara seu retorno às experiências físicas de forma a permitir-lhe redima-se de pesados erros passados que lhe impõem penosa carga consciencial.
Lembremos que nascer e renascer é cumprir processo reeducativo e, se sofremos alguma restrição na alegria de viver, é porque, em algum momento infringimos as leis que nos regem a vida.
Com efeito, a morte do feto é falsa solução. Invistamos na felicidade futura, cumprindo o dever da evolução moral, que envolve reencarnante e seus familiares, que tanto podem ser tarefeiros missionários, como podem ser coobrigados na condição de coautores das transgressões causais.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.