Candidatos a vagas remanescentes na PM têm nomeação cancelada


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Candidato a vaga remanescente de concurso da PM mostra mala com enxoval, que comprou em vão, para cargo de soldado
Candidato a vaga remanescente de concurso da PM mostra mala com enxoval, que comprou em vão, para cargo de soldado
A nomeação dos candidatos convocados para as vagas remanescentes de um concurso da Polícia Militar do Estado de São Paulo de 2014 não ocorrerá. O comunicado consta do site da Polícia Militar (www.policiamilitar.sp.gov.br) e tem preocupado os candidatos que temem não serem mais chamados para os cargos. 
 
O cancelamento é justificado por um impedimento do edital, que não é detalhado no comunicado. O concurso é para o cargo de soldado da PM da 2ª classe. A alteração afetou 391 candidatos remanescentes que fizeram a prova.
 
Para os candidatos, que já estavam contando com o emprego, a situação é revoltante. “Já fizemos testes físicos, psicológicos e médicos, depois que a convocação dos remanescentes saiu no Diário Oficial de São Paulo”, disse um pespontador francano de 29 anos, que pediu para não ser identificado.
 
No dia 9 de dezembro do ano passado, ele esteve em São Paulo onde recebeu orientações para a posse, que aconteceria no dia 16 do mesmo mês, mas foi suspensa por esse comunicado.
 
Ele relata que já realizou diversos gastos com viagens e até com o “enxoval”, que inclui roupas, abafador para tiros e boné. “Gastei cerca de R$ 600 com o kit de uniforme e, no momento, estou desempregado, dependendo de bicos”, afirmou.
 
Outro candidato, um vigilante de 30 anos, pediu demissão no emprego para seguir com a formação policial. “Fico preocupado, porque deixei a empresa que eu estava há quatro anos, já que não podemos assumir o cargo na polícia tendo outro emprego”, disse. Ele fez cerca de 10 viagens para São Paulo, após a convocação para testes e orientações.
 
Outra coisa que irritou os candidatos foi a falta de justificativa da suspensão da nomeação. “Fica um sentimento de revolta, não tem cabimento o que fizeram e não deram nenhuma satisfação”, afirmou um professor de educação física de 24 anos, que também concorre como remanescente. Ele pretende entrar na Justiça para buscar seus direitos.
 
Justificativas
A Polícia Militar do Estado de São Paulo esclareceu, por meio da assessoria de imprensa, que o edital do concurso disponibilizou 2 mil cargos mais os que viessem a existir até a data da posse, que aconteceu no dia 24 de novembro de 2015.
 
Foram aprovados 2.606 candidatos, sendo que, na data prevista para a posse existiam 2.215 cargos vagos, assim foram nomeados e empossados apenas os mais bem classificados. Ou seja, ficaram de fora os 391 remanescentes.
 
Sobre uma possível nomeação dos remanescentes, a assessoria da PM disse que a competência para autorizar o aproveitamento dos candidatos é do governador Geraldo Alckmin (PSDB), sendo que o prazo de validade do concurso é de seis meses após a homologação do concurso, que aconteceu no dia 16 de novembro do ano passado.
 
 

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